Actualização do MEORemote para 2.1

Posted in Presentations by FilipeFreitas on the December 19th, 2011

O MEORemote foi actualizado para a versão 2.1.

Foram feitas optimizações e correcção de bugs, melhorias visuais, e foram adicionadas novas funcionalidades:

  • Partilha de conteúdos do dispositivo para a televisão: para vídeos do Youtube, Vimeo e Sapo Vídeos, ou fotografias internas, basta escolher a opção “Partilhar” existente nas aplicações (ou browser) e seleccionar o MEORemote.
  • Partilha em redes sociais: com apenas alguns passos, é possível enviar para o Facebook ou Twitter uma mensagem sobre o que está a ver na televisão.

Fica um excerto da reportagem que o Futuro Hoje (SIC) onde estas funcionalidades foram demonstradas:

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Actualização do MEO Remote: 2.0

Posted in News,Presentations by FilipeFreitas on the March 9th, 2011

Foi lançada uma actualização do MEO Remote, aplicação que permite controlar a MEO Box através do seu dispositivo Android. Esta actualização incorpora várias optimizações e novas funcionalidades:

  • Apresentação dos ícones de todos os canais do MEO, o que facilita mudar para o canal pretendido sem ter que memorizar o seu número ou pesquisar nos menus da MEO Box.
  • Agenda e gestão de gravações de programas, sendo possível, por exemplo, visualizar a programação de um canal e agendar a partir da selecção de um programa (funciona com 3G ou Wifi).
  • Botão de standby da MEO Box.
  • Optimizações e melhorias visuais.

Até agora, a aplicação tem recebido bons comentários e avaliações no Android Market, e gostaria de dizer que todas as sugestões e indicação de problemas são bem-vindas, além de serem agradáveis para quem desenvolve.

Relembro a minha experiência no desenvolvimento desta aplicação.

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MEO Remote: um controlo remoto para o sucesso

Posted in News,Presentations by FilipeFreitas on the December 7th, 2010

Há cerca de 1 ano, anunciava neste espaço o meu estágio profissional na PT Inovação para trabalhar em Android. Hoje, juntamente com a minha equipa no IAD, venho anunciar os frutos desse privilégio: lançamento oficial do MEO Remote no Market (aplicação gratuita, disponível também para iPhone e iPad). Atestando a sua fé nesta linha de produto, o lançamento foi apresentado pelo Zeinal Bava e Celso Martinho (fundador da Sapo), significando uma grande honra para nós.

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Podem ver fotos do evento, onde existem mais fotos da aplicação e ainda de uma aplicação especialmente concebida para iPad.

Transcrevo um excerto do comunicado oficial:

Desenvolvidas na íntegra por talento nacional das equipas multidisciplinares do Sapo e PT Inovação, estas novas aplicações conjugam 3 conceitos vencedores: simplicidade, conveniência e interactividade. Simplicidade e intuição na utilização; conveniência de ter o comando da televisão no seu telemóvel ou tablet pessoal (o comando passa a ser, efectivamente, “meo”) e uma nova forma de interagir com vários equipamentos, sem necessidade de utilizar teclas, apenas com gestos, numa lógica de utilização cada vez mais comum aos utilizadores de smartphones.

O Meo Remote tem todas as funcionalidades de um telecomando Meo tradicional – zapping, controlo de volume, teclas de navegação, gravações, acesso ao videoclube, fast forward, rewind, pausa tv, guia tv, entre outros.

No entanto, para além de ser um comando de televisão, procura conjugar, igualmente, as funcionalidades de um companion device que complementa a experiência de televisão com conteúdos e informação directamente no equipamento de comando. É por isso possível aceder directamente no telemóvel ou tablet ao Guia TV; ao Meo Interactivo, definir e aceder aos canais Favoritos. Para além disso, existem ainda funcionalidades disponíveis apenas nesta solução, tais como consulta e pesquisa de programas directamente no equipamento, assim como utilizar a Pesquisa na televisão com recurso ao teclado do dispositivo.

Com esta apresentação, o MEO Remote teve um sucesso considerável na imprensa, tendo já encontrado artigos no Económico, Oje, Correio da Manhã, Tek, Exame Informática (com vídeo), Jornal de Notícias, PC Guia, T3,ZoomIt, Pplware, TVI24, Agência Financeira, e ainda uma reportagem na RTPN:

Até agora, o meu trabalho na PT Inovação tem sido principalmente o de criar protótipos que demonstrem novos casos de uso para dispositivos móveis e, sendo uma pessoa criativa e que gosta de desafios e problemas, tenho adorado a minha linha de trabalho, pelo que uma citação do filósofo Confucious se encaixa perfeitamente: “Escolhe um trabalho que gostes, e nunca terás que trabalhar um só dia na vida”. O MEO Remote foi um projecto que me proporcionou muita alegria pelo seu sucesso ao longo deste ano, especialmente quando foi demonstrado ao Zeinal Bava na sua deslocação à PT Inovação no evento de LTE, em que o Zeinal chegou mesmo a referir o nosso projecto no seu discurso para os colaboradores da PT Inovação, e é um grande orgulho poder ver agora o projecto publicado e acessível ao público em geral.

A minha experiência com o Android tem sido geralmente positiva, pois a Google tem incorporado funcionalidades muito interessantes regularmente, sendo reconhecimento de gestos e de voz apenas alguns exemplos. Devo admitir que não tinha muita fé nesta plataforma quando iniciei o meu estágio, pois quando tive a oportunidade de realizar o meu projecto de mestrado, a plataforma não era madura e a Google não lançava actualizações, mantendo os programadores no escuro, pelo que preferi realizar o meu projecto em Windows Mobile 6.5. Desde esse momento, a plataforma Android teve grandes progressos, sendo hoje um rival para o iOS da Apple.

Referi anteriormente a palavra “protótipos”, e gostaria de salientá-la pois a passagem de protótipos para produto altera completamente o cenário de trabalho. É muito fácil e divertido ter uma ideia e implementá-la, sendo apenas necessário que a aplicação funcione para os nossos próprios cenários e para momentos chave, como por exemplo em demonstrações privadas e eventos, mas quando uma ideia tem de passar para produto, as coisas mudam drasticamente. Em vez de se pensar em questões como, por exemplo, “não seria fixe se isto fizesse A?”, temos que pensar “será que isto funciona na versão A e no dispositivo B em condições C fazendo D?”.

Um produto é algo que é visível para o público (ie, clientes), e a imagem da empresa depende da qualidade dos seus produtos, portanto, as responsabilidades são muito grandes quando o projecto se trata de um produto. É necessário pensar em todos os cenários possíveis, todas as situações que podem acontecer, precaver todos os erros que possam ocorrer. Além disso, em dispositivos móveis, existem várias questões que precisam de ser tidas em conta, como a usabilidade e o desempenho da aplicação. Em Android, existem também as questões da fragmentação de versões e a diversidade de dispositivos existentes, por isso, grande parte do trabalho realizado para o MEO Remote consistiu em testes para garantir solução às questões levantadas.

Hoje, depois de tanto trabalho, vejo o MEO Remote como uma boa experiência, onde pude experienciar o lado divertido da ideia, pude aprender com os problemas e as exigências, e pude saborear o prazer do sucesso no fim, o que vai ao encontro da minha filosofia de vida, na qual o trabalho (e outras coisas na vida) é como escalar uma montanha: sempre a subir com esforço, mas chegando ao topo, somos presenteados com uma vista magnífica.

Aqui fica um vídeo demonstando a versão iPhone:

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Microsoft lança StreetSlide: navegação linear e suave na rua

Posted in News,Photography by FilipeFreitas on the July 28th, 2010

A Microsoft lançou o Street Slide, uma funcionalidade nova no seu serviço de mapas Bing que permite navegar na rua de uma forma mais linear, sem ter que parar em cada “bolha” panorâmica.

We present Street Slide, which combines the best aspects of the immersive nature of bubbles with the overview provided by multiperspective strip panoramas. We demonstrate a seamless transition between bubbles and multi-perspective panoramas.

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Esta funcionalidade tem como base a pesquisa sobre fotografia panorâmica linear, já aqui descrita.

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70 000 pessoas “tagadas” num panorama

Posted in News,Photography by FilipeFreitas on the July 21st, 2010

Nada como misturar festivais, redes sociais e fotografia panorâmica.

O famoso festival Glastonbury está a promover o GlastoTag, uma acção onde os fans “tagam”-se a si próprios, isto é, indicam quem são directamente em cima de uma fotografia panorâmica feita a partir do palco, capturando assim 70 000 participantes.

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A tagagem é feita com recurso ao Facebook (este site infiltra-se em todo lado..), e já conta com 7700 tags até à data desta entrada.

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Caprica: exibição da série em Portugal

Posted in News by FilipeFreitas on the April 6th, 2010

caprica

A excelente série Caprica, sucessora da aclamada Battlestar Galactica (a versão recente evidentemente), vai ser exibida em Portugal pela própria Syfy (o nome antigo era SciFi), presente em Portugal desde Dezembro de 2008.

A estreia está marcada para Quarta-Feira, dia 7 de Abril, às 21h30, na posição 68 do MEO.

A Syfy apostou na qualidade de Caprica  e, julgando pela publicidade que tem feito em meios de comunicação tão banais como paragens de autocarro, está confiante de que os Portugueses irão apreciar a série.

Para quem não conhece a série, conta a história da nascença dos Cylons, 58 anos antes dos eventos de Battlestar Galactica.

Esta história conta como duas famílias – os Graystone e os Adama – evoluem, rivalizam e prosperam no efervescente mundo das 12 Colónias, uma sociedade fictícia que têm infinitos pontos em comum com o panorama actual. O cenário é o de uma incipiente aparição da inteligência artificial, como uma realidade plasmada nos Cylon, máquinas perfeitas capazes de armazenar almas humanas. A série mistura acção com espionagem industrial e guerra de sexos, mas também fanatismo religioso e conflitos éticos relacionados com avanços científicos.

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Novas funcionalidades do Microsoft ICE

Posted in News,Photography by FilipeFreitas on the March 16th, 2010

Durante o TechFest 2010, o evento anual onde a Microsoft Research demonstra os seus projectos, foram anunciadas novas funcionalidades para o Microsoft Image Composite Editor (ICE), o programa de fotografia panorâmica, que deixará de se restringir a fotografia panorâmica.

De um modo sucinto, as novas funcionalidades são as seguintes:

  • Prévisualização de um panorama através das miniaturas dos ficheiros no Windows. No explorador de ficheiros, quando têm a vista como miniatura, o Windows guarda as miniaturas (portanto versões reduzidas das fotografias) em cache o que permite um cálculo rápido do resultado expectável.
    4667.ICEStructuredPanos_5F00_thumb_5F00_44ACC987
  • Criaçao de panoramas através de um video. Ao invés de tirar uma sequência de fotos, o utilizador grava um vídeo que o ICE transforma em fotografia panorâmica. O ICE tem em conta a desfocagem de movimentos rápidos da máquina. Também será possível uma montagem mostrando o movimento de um objecto móvel.
    2248.VideoStitching_5F00_thumb_5F00_1AC902FA
    0456.Creatingphotographsfromvideo_5F00_thumb_5F00_7820B07F

O Channel9 tem um vídeo que demonstra as novas funcionalidades do ICE:


Get Microsoft Silverlight

Noutras noticias, a Kolor, a criadora do Autopano, lançou finalmente o Paris 26 Gigapixels, que permite explorar Paris e muitos dos seus monumentos a partir de um miradouro.

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Este projecto foi obtido a partir de 2346 fotografias (138 colunas por 17 linhas) resultando numa imagem de 354159 x 75570 = 26,763,795,630 pixels, o que arredondado dá 27 gigapixels. É claro que o processo de aquisição de fotografias foi robótico, com recurso a 2 máquinas fotográficas montadas.

Por incrível que pareça, o maior problema neste projecto não foi computar o panorama, mas sim editá-lo no Photoshop (limitado a 300 000 x 300 000 pixeis)  para remover coisas devido à privacidade e questões legais. Este projecto foi tão excepcional que a Intel fez um case study, e para computar o panorama em apenas 3h15min (!!!!!!), foi utilizado um sistema computacional com:

  • 2 x Intel Xeon processors 5500 series (resultando em 24 cores)
  • 6 x Intel SSD 160 GB
  • 24 GB RAM

Podem ler mais no blog do projecto:

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Senhor Mestre Engenheiro Filipe Freitas!

Posted in Presentations by FilipeFreitas on the January 12th, 2010

Desde o dia 30 de Dezembro de 2009 que me podem tratar de Senhor Mestre Engenheiro Filipe Freitas!
Este dia marca o cumular de quase 20 anos de estudo (80% da minha vida), e posso dizer que a recompensa do trabalho é uma das coisas mais agradáveis que se pode ter.

Passei por inúmeras dificuldades para chegar a este dia, tanto pessoais e financeiras, como também tive que adiar muita coisa que gostaria de ter feito, e posso dizer que uma das lições da vida de estudante é aprender a diferenciar as coisas que são realmente importantes. É certo que a nossa vida de estudante passa num instante e que é preciso gozar enquanto se pode, no entanto, esta é, talvez, a parte mais importante da vida pois é neste período que é definido o potencial para uma vida de sucesso. Uma vida de sucesso não é só um salário chorudo no final do mês, é também poder-se fazer o que se gosta todos os dias, tentar progredir e ser melhor de uma forma agradável, e o mais importante: ter possibilidades de realizar os seus desejos, por exemplo, viajar.

Foram estas as preocupações que tive e que tenho tido desde estes últimos 9 anos, desde aquele fatídico verão de 2000 em que começei a minha vida profissional com um trabalho de verão numa serralharia metalúrgica ao lado da minha casa. Finalmente com 16 anos, fui obrigado pelos meus pais a ir trabalhar para ver o que custava a vida e ver como tão pouco valiosa era a mão de obra desqualificada. O trabalho em si não era pesado, no entanto, passava o dia sujo, no barulho, rodeado de idiotas e mandriões, as tarefas nem sequer desafiavam o meu raciocínio, e não me lembro qual era o salário mínimo na altura mas eu não o recebia de certeza. Além disso, um acidente de trabalho estava ao virar de cada esquina.

Enquanto que o final das “férias” era depressivo para os meus amigos, para mim era um período de alívio em que só pensava em estudar e fugir daquela vida sem reconhecimento, prazer ou segurança financeira. Durante 3 verões assim foi. Pode ser comum os pais oferecerem prendas (por exemplo, bicicletas) aos filhos por passarem de ano ou terem boas notas, mas posso dizer que arranjarem um emprego de verão aos filhos é a melhor coisa que podem fazer. Além de abrirem os olhos aos filhos, estes crescem com estas experiências e começam cedo a construírem um currículo, e assim terem mais oportunidades no futuro. Mais ainda, os filhos aprendem ou aperfeiçoam a gestão do dinheiro que ganham, e vêm o quão facilmente este se evapora.

Por si só, estes “incentivos” não foram suficientes para me tornarem num estudante dedicado e, por isso, ainda passei por dificuldades no ensino secundário (bons tempos do Quake3..), tendo escolhido realizar o 12º em 2 anos para acabar as disciplinas em atraso e realizar os exames de ingresso para a Universidade com mais tranquilidade. Neste período, tive a sorte de conhecer a minha namorada (e futura esposa) e devido a certos factores, consegui adoptar capacidades de estudo que se tornaram nas fundações para a Universidade.

Assim, com a junção de todos estes factores, consegui atingir os os meus objectivos e ingressei no curso pretendido, na Universidade de Aveiro, juntamente com 2 vizinhos e amigos de infância. No ano seguinte, a minha namorada juntar-se-ia a mim na vida académica. Receava que não tivesse capacidade para realizar um curso superior, especialmente de engenharia, pois toda a gente vê a falta de beleza das equações e gráficos que aparecem nos quadros das salas de aulas nos filmes. Felizmente, a mente humana é uma maravilha da Natureza e é capaz de se adaptar a tudo, e rapidamente me apercebi que não havia razões para recear falhar.

O meu ano de caloiro foi um ano cheio de experiências, alegrias e poucas desilusões. Pode não parecer (devido às palhaçadas), mas as praxes têm razão de ser e são muito importantes para o resto do curso. É nas praxes que conhecemos os nossos colegas e formamos laços de amizade, muito importantes para entre-ajuda durante o curso. Muitas vezes troquei informações preciosas sobre trabalhos ou testes pelo MSN (com professores também!).

Muitos estudantes queixam-se que a maior parte das cadeiras dos cursos são pouco objectivas, ou mesmo inúteis, e que a matéria aprendida será rapdimente esquecida e nunca será utilizada. Com um curso concluído e já a trabalhar há algum tempo, posso dizer que a matéria é a coisa menos importante que se pode aprender na Universidade. O objectivo da Universidade é aprender três coisas: aprender a aprender, gerir tempo, e trabalhar em equipa. Estas são as ferramentas essenciais para enfrentar os desafios de um emprego. Mudar totalmente de área de conhecimento entre semestres? É mudar de projecto no emprego. Ter algumas semanas para estudar para vários exames? É conseguir atingir os objectivos no emprego a tempo e horas. Fazer um trabalho de grupo numa cadeira? É fazer parte de uma equipa de trabalho no emprego. A Universidade é, assim, como se aprende, e não o que se aprende.

Durante a Universidade, é possível realizar parte do curso no estrangeiro com apoio financeiro (Erasmus). Apesar de não ter realizado Erasmus, é minha opinião que é algo que todos os estudantes devem fazer pois uma experiência destas é uma oportunidade única na vida de conhecer intimamente outras linhas de vida. Digo isto, pela opinião de quem já fez, e por uma experiência próxima que tive. Após o meu 2º ano, tive a oportunidade de trabalhar um verão na Suiça (empregado de balcão numa pastelaria de uma estação ferroviária), com 2 dos meus melhores amigos e até agora foi uma das melhorias experiências que já tive. Conhecer uma cultura diferente, pessoas de todo o lado, ver paisagens e arquitecturas diferentes, conviver com amigos, explorar.. palavras não chegam para descrever tal coisa. É uma oportunidade para ver como as coisas são diferentes de onde vivemos, e voltamos cheios de ideias e com novos objectivos, e com vontade de partir explorar o resto da Europa.

Devido a não pensar muito fora do curso e já ter bastante experiência profissional (no meu caso), um estudante pouco pensa em construir um currículo desde cedo. Tudo isto mudou no 3º ano, quando um professor de uma cadeira aborrecida (peço desculpa Professor) decidiu pensar nos seus alunos e não na sua aula. Assim não deu a aula, mas sim levou os seus alunos a uma apresentação da competição internacional Imagine Cup, exclusiva para estudantes universitários, e do programa Microsoft Student Partners (MSP), também para estudantes universitários. Foi a primeira vez que tive um contacto tão directo com uma empresa, e logo uma das maiores e mais conceitudas do Mundo. Provavelmente devido a sorte, consegui muito bons resultados no Imagine Cup e fui escolhido para MSP de Aveiro, e isso marcou o início da minha obcessão em construir o melhor currículo possível para poder ter o poder de escolha quando fosse altura de procurar emprego. E consegui. O meu currículo interessou empresas como Novabase, Capgemini, PT Inovação e algumas empresas locais. É certo que um currículo não vale um emprego, mas vale uma oportunidade, e isso é algo que apenas tendo um curso não garante.

Não me posso exprimir sobre a realização de um estágio curricular, mas a realização de uma dissertação em nada se assemelha a realizar um trabalho para uma cadeira. Basicamente, é uma simulação quase real de um emprego: pouco tempo, muita coisa a fazer, muita coisa a aprender, alguém a chatear. O tempo necessário para realizar uma dissertação aumenta de forma exponencial de acordo com a aproximação do prazo de entrega e a dissertação nunca estará completamente terminada, o que é muito frustrante. Cometi o erro de deixar a maior parte da escrita para o fim, e isso significou menos disponibilidade dos meus orientadores para corrigirem e mais noitadas da minha parte (com um emprego a tempo inteiro em paralelo). Tive que fazer muitos sacrifícios pessoais, como não sair com os meus amigos ou dar pouca atenção à minha namorada, o que me custou bastante.

Assim, no dia 30 de Dezembro de 2009, acabou tudo em apenas 1 hora e com 5 pessoas: 4 jurados e eu. Tinha passado a semana anterior a treinar constantemente, ao ponto de escrever e memorizar um texto para cada slide de forma a ter um discurso fluído e garantir que não me esqueceria de nada, e desta forma estar menos nervoso durante a defesa. Isto traduziu-se em utilizar apenas 14 dos 20 minutos disponíveis. Fiquei muito desiludido com a qualificação que deram ao meu trabalho pois, apesar de estar longe de perfeito, tive muito trabalho e inovei bastante. No entanto, esta desilusão foi rapidamente conquistada pela satisfação de atingir um objectivo criado há tantos anos atrás e de verdadeiramente marcar o ponto de transição entre estudante e trabalhador.

Tudo isto para dizer que a vida é cheia de lições, desilusões, sacrifícios e muito trabalho, e que tudo nos ajuda a crescer. A minha conclusão: valeu a pena.

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A melhor prenda de Natal que já me ofereceram

Posted in News,Presentations by FilipeFreitas on the December 24th, 2009

edit: a melhor prenda de natal foi a minha namorada

O dia está a chegar!
Hoje fui buscar as encadernações da minha dissertação para entregar ao júri e penso que foi a melhor prenda de Natal que alguma vez tive. É o cumular de 1 ano e meio de trabalho e de quase 20 anos de estudo e, por isso, sentir um documento destes na mão tem um significado muito especial.

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Após a apresentação irei disponibilizar a versão final da dissertação.
Wish me luck!

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Photosynth do Sapo Codebits 2009

Posted in Events,Photography,Presentations by FilipeFreitas on the December 11th, 2009

Infelizmente, durante todo o evento nunca pensei sequer no Photosynth, mas descarreguei todas as fotos relacionadas com o Sapo Codebits 2009 do Flickr e criei um synth com cerca de 300 fotos (ficou apenas 10% synthy).

As zonas não ficaram todas interligadas, portanto é necessário navegar manualmente entre elas, com o botão Images:

cbhowto

E agora o synth:

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