Microsoft lança StreetSlide: navegação linear e suave na rua

Posted in News, Photography by FilipeFreitas on the July 28th, 2010

A Microsoft lançou o Street Slide, uma funcionalidade nova no seu serviço de mapas Bing que permite navegar na rua de uma forma mais linear, sem ter que parar em cada “bolha” panorâmica.

We present Street Slide, which combines the best aspects of the immersive nature of bubbles with the overview provided by multiperspective strip panoramas. We demonstrate a seamless transition between bubbles and multi-perspective panoramas.

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Esta funcionalidade tem como base a pesquisa sobre fotografia panorâmica linear, já aqui descrita.

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70 000 pessoas “tagadas” num panorama

Posted in News, Photography by FilipeFreitas on the July 21st, 2010

Nada como misturar festivais, redes sociais e fotografia panorâmica.

O famoso festival Glastonbury está a promover o GlastoTag, uma acção onde os fans “tagam”-se a si próprios, isto é, indicam quem são directamente em cima de uma fotografia panorâmica feita a partir do palco, capturando assim 70 000 participantes.

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A tagagem é feita com recurso ao Facebook (este site infiltra-se em todo lado..), e já conta com 7700 tags até à data desta entrada.

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Caprica: exibição da série em Portugal

Posted in News by FilipeFreitas on the April 6th, 2010

caprica

A excelente série Caprica, sucessora da aclamada Battlestar Galactica (a versão recente evidentemente), vai ser exibida em Portugal pela própria Syfy (o nome antigo era SciFi), presente em Portugal desde Dezembro de 2008.

A estreia está marcada para Quarta-Feira, dia 7 de Abril, às 21h30, na posição 68 do MEO.

A Syfy apostou na qualidade de Caprica  e, julgando pela publicidade que tem feito em meios de comunicação tão banais como paragens de autocarro, está confiante de que os Portugueses irão apreciar a série.

Para quem não conhece a série, conta a história da nascença dos Cylons, 58 anos antes dos eventos de Battlestar Galactica.

Esta história conta como duas famílias – os Graystone e os Adama – evoluem, rivalizam e prosperam no efervescente mundo das 12 Colónias, uma sociedade fictícia que têm infinitos pontos em comum com o panorama actual. O cenário é o de uma incipiente aparição da inteligência artificial, como uma realidade plasmada nos Cylon, máquinas perfeitas capazes de armazenar almas humanas. A série mistura acção com espionagem industrial e guerra de sexos, mas também fanatismo religioso e conflitos éticos relacionados com avanços científicos.

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Novas funcionalidades do Microsoft ICE

Posted in News, Photography by FilipeFreitas on the March 16th, 2010

Durante o TechFest 2010, o evento anual onde a Microsoft Research demonstra os seus projectos, foram anunciadas novas funcionalidades para o Microsoft Image Composite Editor (ICE), o programa de fotografia panorâmica, que deixará de se restringir a fotografia panorâmica.

De um modo sucinto, as novas funcionalidades são as seguintes:

  • Prévisualização de um panorama através das miniaturas dos ficheiros no Windows. No explorador de ficheiros, quando têm a vista como miniatura, o Windows guarda as miniaturas (portanto versões reduzidas das fotografias) em cache o que permite um cálculo rápido do resultado expectável.
    4667.ICEStructuredPanos_5F00_thumb_5F00_44ACC987
  • Criaçao de panoramas através de um video. Ao invés de tirar uma sequência de fotos, o utilizador grava um vídeo que o ICE transforma em fotografia panorâmica. O ICE tem em conta a desfocagem de movimentos rápidos da máquina. Também será possível uma montagem mostrando o movimento de um objecto móvel.
    2248.VideoStitching_5F00_thumb_5F00_1AC902FA
    0456.Creatingphotographsfromvideo_5F00_thumb_5F00_7820B07F

O Channel9 tem um vídeo que demonstra as novas funcionalidades do ICE:


Get Microsoft Silverlight

Noutras noticias, a Kolor, a criadora do Autopano, lançou finalmente o Paris 26 Gigapixels, que permite explorar Paris e muitos dos seus monumentos a partir de um miradouro.

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Este projecto foi obtido a partir de 2346 fotografias (138 colunas por 17 linhas) resultando numa imagem de 354159 x 75570 = 26,763,795,630 pixels, o que arredondado dá 27 gigapixels. É claro que o processo de aquisição de fotografias foi robótico, com recurso a 2 máquinas fotográficas montadas.

Por incrível que pareça, o maior problema neste projecto não foi computar o panorama, mas sim editá-lo no Photoshop (limitado a 300 000 x 300 000 pixeis)  para remover coisas devido à privacidade e questões legais. Este projecto foi tão excepcional que a Intel fez um case study, e para computar o panorama em apenas 3h15min (!!!!!!), foi utilizado um sistema computacional com:

  • 2 x Intel Xeon processors 5500 series (resultando em 24 cores)
  • 6 x Intel SSD 160 GB
  • 24 GB RAM

Podem ler mais no blog do projecto:

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Senhor Mestre Engenheiro Filipe Freitas!

Posted in Presentations by FilipeFreitas on the January 12th, 2010

Desde o dia 30 de Dezembro de 2009 que me podem tratar de Senhor Mestre Engenheiro Filipe Freitas!
Este dia marca o cumular de quase 20 anos de estudo (80% da minha vida), e posso dizer que a recompensa do trabalho é uma das coisas mais agradáveis que se pode ter.

Passei por inúmeras dificuldades para chegar a este dia, tanto pessoais e financeiras, como também tive que adiar muita coisa que gostaria de ter feito, e posso dizer que uma das lições da vida de estudante é aprender a diferenciar as coisas que são realmente importantes. É certo que a nossa vida de estudante passa num instante e que é preciso gozar enquanto se pode, no entanto, esta é, talvez, a parte mais importante da vida pois é neste período que é definido o potencial para uma vida de sucesso. Uma vida de sucesso não é só um salário chorudo no final do mês, é também poder-se fazer o que se gosta todos os dias, tentar progredir e ser melhor de uma forma agradável, e o mais importante: ter possibilidades de realizar os seus desejos, por exemplo, viajar.

Foram estas as preocupações que tive e que tenho tido desde estes últimos 9 anos, desde aquele fatídico verão de 2000 em que começei a minha vida profissional com um trabalho de verão numa serralharia metalúrgica ao lado da minha casa. Finalmente com 16 anos, fui obrigado pelos meus pais a ir trabalhar para ver o que custava a vida e ver como tão pouco valiosa era a mão de obra desqualificada. O trabalho em si não era pesado, no entanto, passava o dia sujo, no barulho, rodeado de idiotas e mandriões, as tarefas nem sequer desafiavam o meu raciocínio, e não me lembro qual era o salário mínimo na altura mas eu não o recebia de certeza. Além disso, um acidente de trabalho estava ao virar de cada esquina.

Enquanto que o final das “férias” era depressivo para os meus amigos, para mim era um período de alívio em que só pensava em estudar e fugir daquela vida sem reconhecimento, prazer ou segurança financeira. Durante 3 verões assim foi. Pode ser comum os pais oferecerem prendas (por exemplo, bicicletas) aos filhos por passarem de ano ou terem boas notas, mas posso dizer que arranjarem um emprego de verão aos filhos é a melhor coisa que podem fazer. Além de abrirem os olhos aos filhos, estes crescem com estas experiências e começam cedo a construírem um currículo, e assim terem mais oportunidades no futuro. Mais ainda, os filhos aprendem ou aperfeiçoam a gestão do dinheiro que ganham, e vêm o quão facilmente este se evapora.

Por si só, estes “incentivos” não foram suficientes para me tornarem num estudante dedicado e, por isso, ainda passei por dificuldades no ensino secundário (bons tempos do Quake3..), tendo escolhido realizar o 12º em 2 anos para acabar as disciplinas em atraso e realizar os exames de ingresso para a Universidade com mais tranquilidade. Neste período, tive a sorte de conhecer a minha namorada (e futura esposa) e devido a certos factores, consegui adoptar capacidades de estudo que se tornaram nas fundações para a Universidade.

Assim, com a junção de todos estes factores, consegui atingir os os meus objectivos e ingressei no curso pretendido, na Universidade de Aveiro, juntamente com 2 vizinhos e amigos de infância. No ano seguinte, a minha namorada juntar-se-ia a mim na vida académica. Receava que não tivesse capacidade para realizar um curso superior, especialmente de engenharia, pois toda a gente vê a falta de beleza das equações e gráficos que aparecem nos quadros das salas de aulas nos filmes. Felizmente, a mente humana é uma maravilha da Natureza e é capaz de se adaptar a tudo, e rapidamente me apercebi que não havia razões para recear falhar.

O meu ano de caloiro foi um ano cheio de experiências, alegrias e poucas desilusões. Pode não parecer (devido às palhaçadas), mas as praxes têm razão de ser e são muito importantes para o resto do curso. É nas praxes que conhecemos os nossos colegas e formamos laços de amizade, muito importantes para entre-ajuda durante o curso. Muitas vezes troquei informações preciosas sobre trabalhos ou testes pelo MSN (com professores também!).

Muitos estudantes queixam-se que a maior parte das cadeiras dos cursos são pouco objectivas, ou mesmo inúteis, e que a matéria aprendida será rapdimente esquecida e nunca será utilizada. Com um curso concluído e já a trabalhar há algum tempo, posso dizer que a matéria é a coisa menos importante que se pode aprender na Universidade. O objectivo da Universidade é aprender três coisas: aprender a aprender, gerir tempo, e trabalhar em equipa. Estas são as ferramentas essenciais para enfrentar os desafios de um emprego. Mudar totalmente de área de conhecimento entre semestres? É mudar de projecto no emprego. Ter algumas semanas para estudar para vários exames? É conseguir atingir os objectivos no emprego a tempo e horas. Fazer um trabalho de grupo numa cadeira? É fazer parte de uma equipa de trabalho no emprego. A Universidade é, assim, como se aprende, e não o que se aprende.

Durante a Universidade, é possível realizar parte do curso no estrangeiro com apoio financeiro (Erasmus). Apesar de não ter realizado Erasmus, é minha opinião que é algo que todos os estudantes devem fazer pois uma experiência destas é uma oportunidade única na vida de conhecer intimamente outras linhas de vida. Digo isto, pela opinião de quem já fez, e por uma experiência próxima que tive. Após o meu 2º ano, tive a oportunidade de trabalhar um verão na Suiça (empregado de balcão numa pastelaria de uma estação ferroviária), com 2 dos meus melhores amigos e até agora foi uma das melhorias experiências que já tive. Conhecer uma cultura diferente, pessoas de todo o lado, ver paisagens e arquitecturas diferentes, conviver com amigos, explorar.. palavras não chegam para descrever tal coisa. É uma oportunidade para ver como as coisas são diferentes de onde vivemos, e voltamos cheios de ideias e com novos objectivos, e com vontade de partir explorar o resto da Europa.

Devido a não pensar muito fora do curso e já ter bastante experiência profissional (no meu caso), um estudante pouco pensa em construir um currículo desde cedo. Tudo isto mudou no 3º ano, quando um professor de uma cadeira aborrecida (peço desculpa Professor) decidiu pensar nos seus alunos e não na sua aula. Assim não deu a aula, mas sim levou os seus alunos a uma apresentação da competição internacional Imagine Cup, exclusiva para estudantes universitários, e do programa Microsoft Student Partners (MSP), também para estudantes universitários. Foi a primeira vez que tive um contacto tão directo com uma empresa, e logo uma das maiores e mais conceitudas do Mundo. Provavelmente devido a sorte, consegui muito bons resultados no Imagine Cup e fui escolhido para MSP de Aveiro, e isso marcou o início da minha obcessão em construir o melhor currículo possível para poder ter o poder de escolha quando fosse altura de procurar emprego. E consegui. O meu currículo interessou empresas como Novabase, Capgemini, PT Inovação e algumas empresas locais. É certo que um currículo não vale um emprego, mas vale uma oportunidade, e isso é algo que apenas tendo um curso não garante.

Não me posso exprimir sobre a realização de um estágio curricular, mas a realização de uma dissertação em nada se assemelha a realizar um trabalho para uma cadeira. Basicamente, é uma simulação quase real de um emprego: pouco tempo, muita coisa a fazer, muita coisa a aprender, alguém a chatear. O tempo necessário para realizar uma dissertação aumenta de forma exponencial de acordo com a aproximação do prazo de entrega e a dissertação nunca estará completamente terminada, o que é muito frustrante. Cometi o erro de deixar a maior parte da escrita para o fim, e isso significou menos disponibilidade dos meus orientadores para corrigirem e mais noitadas da minha parte (com um emprego a tempo inteiro em paralelo). Tive que fazer muitos sacrifícios pessoais, como não sair com os meus amigos ou dar pouca atenção à minha namorada, o que me custou bastante.

Assim, no dia 30 de Dezembro de 2009, acabou tudo em apenas 1 hora e com 5 pessoas: 4 jurados e eu. Tinha passado a semana anterior a treinar constantemente, ao ponto de escrever e memorizar um texto para cada slide de forma a ter um discurso fluído e garantir que não me esqueceria de nada, e desta forma estar menos nervoso durante a defesa. Isto traduziu-se em utilizar apenas 14 dos 20 minutos disponíveis. Fiquei muito desiludido com a qualificação que deram ao meu trabalho pois, apesar de estar longe de perfeito, tive muito trabalho e inovei bastante. No entanto, esta desilusão foi rapidamente conquistada pela satisfação de atingir um objectivo criado há tantos anos atrás e de verdadeiramente marcar o ponto de transição entre estudante e trabalhador.

Tudo isto para dizer que a vida é cheia de lições, desilusões, sacrifícios e muito trabalho, e que tudo nos ajuda a crescer. A minha conclusão: valeu a pena.

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A melhor prenda de Natal que já me ofereceram

Posted in News, Presentations by FilipeFreitas on the December 24th, 2009

edit: a melhor prenda de natal foi a minha namorada

O dia está a chegar!
Hoje fui buscar as encadernações da minha dissertação para entregar ao júri e penso que foi a melhor prenda de Natal que alguma vez tive. É o cumular de 1 ano e meio de trabalho e de quase 20 anos de estudo e, por isso, sentir um documento destes na mão tem um significado muito especial.

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Após a apresentação irei disponibilizar a versão final da dissertação.
Wish me luck!

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Photosynth do Sapo Codebits 2009

Posted in Events, Photography, Presentations by FilipeFreitas on the December 11th, 2009

Infelizmente, durante todo o evento nunca pensei sequer no Photosynth, mas descarreguei todas as fotos relacionadas com o Sapo Codebits 2009 do Flickr e criei um synth com cerca de 300 fotos (ficou apenas 10% synthy).

As zonas não ficaram todas interligadas, portanto é necessário navegar manualmente entre elas, com o botão Images:

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E agora o synth:

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Sapo Codebits 2009: a minha experiência

Posted in Events, Presentations by FilipeFreitas on the December 8th, 2009

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Tive a sorte de ter sido seleccionado para participar na edição deste ano do Sapo Codebits com a minha equipa de trabalho na PT Inovação, e foi uma experiência memóravel.

Para descrever o Codebits em poucas palavras, nunca tinha visto um evento com um ambiente tão informal e tão adequado à criatividade e, por o mais incrível que pareça, foi totalmente gratuito.

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É incrível como conseguiram transformar um local vazio e inóspito que era a Cordoaria Nacional (uma antiga fábrica de cordas) para um lugar tão acolhedor e cheio de cor. O cenário tinha o tom verde, a lembrar o logótipo do Sapo, e existiam vários feixes de luz a “pintar” as paredes. Logo à entrada estava uma espécie de painel com cubos em decalque, onde em cada um deles estava projectado o avatar de algum participante. Outro padrão deste painel era o de um gradiente verde em movimento.

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Os palcos onde eram realizadas as sessões consistiam em alguns sofás confortáveis, rodeados de pufs (bean bags) coloridos. Os participantes estavam instalados em mesas redondas, ideais para trabalho em equipa, existindo um flip chart para expor visualmente as ideias. Existiam inúmeras casas de banho, que se mantiveram limpas durante todo o evento, com o único senão se situarem no exterior do edifício, portanto tínhamos que enfrentar o frio com coragem. Para os participantes desanuviarem, existiam várias Xbox’s e também uma velha máquina arcade, para matar saudades.

Existiam menos exposições do que estava à espera, mas eram exposições que valiam a pena: PT Inovação com a televisão 3D e ligação Android com Legos; Microsoft com a sua mesa táctil Surface; Caixa Mágica com o linux no Magalhães, e a Sapo com conteúdos interessantes. Seguem descrições baseadas pelo que vi, podendo, por isso estar enganado. As televisões 3D da PT Inovação existiam em duas variantes: com e sem necessidade de óculos. Na minha impressão empírica, a variante com óculos apresentava, numa televisão normal, duas imagens deslocadas uma da outra as quais os olhos e os óculos sincronizavam, dando o efeito 3D.

A variante sem óculos era uma televisão especial que não tinha os píxels do ecrã dispostos de uma forma lisa como em ecrãs normais, mas sim em decalque. É esta disposição que cria o efeito 3D pois o ângulo de visão destes píxeis cria imagens diferentes.

A ligação de dispositivos móveis Android com Legos também foi curiosa (sou culpado nesta área pois ajudei a criar o software no Android) pois demonstra que a tecnologia é cada vez mais ubíqua e interligada em todo o tipo de áreas, dando apenas a imaginar as criações possíveis. O Sapo Tek tem uma notícia acerca da exposição da PT Inovação. Fiquei um pouco desiludido com a Microsoft Surface pois, na minha opinião, possui baixa resolução e a sua execução é lenta. Porém, o conceito é muito interessante pois vi várias vezes participantes a jogarem xadrez, o que é uma demonstração que este tipo de tecnologia permite maior interacção entre humanos na utilização de novas tecnologias.

Muitas sessões não tinham interesse para mim e em outras fiquei desiludido, no entanto, tive bastante prazer nas seguintes: “Optional is required” de Brian Suda, “The Hackerspace Movement” de Mitch Altman, e “Phonegap: Mobile App Developer Zero to Hero” de Brian Leroux. O Brian Suda mostrou-nos que de coisas muito banais podem sair coisas muito criativas, e que apenas temos que abrir a mente para tal. O Mitch Altman incentivou-nos a sermos activos e criativos perante a vida, e que não conseguimos nada se estivermos parados. Falou um pouco da sua vida e de como as viagens têm inspirado muitas pessoas pelo que mundo fora que, por sua vez, criam clubes para dar asas à imaginação. Por incrível que pareça, o Mitch tem ganho a sua vida através da venda dos kits de montagem de um comando universal que desliga televisões (TV B-Gone). Foi uma personagem que admirei muito, pois era a mistura de um hippie (no bom sentido, apesar de ter metade do cabelo vermelho) com um engenheiro, e a sua força positiva durante as suas sessões era muito agradável. O Brian Leroux apresentou o Phonegap, um projecto que pretende unificar o desenvolvimento de aplicações móveis dos vários sistemas operativos e os resultados que apresentou eram impressionantes. Gostei muito do seu à-vontade a falar, permitindo-se mesmo de dizer e ter palavrões na apresentação. Pode-se dizer que não é nenhum fã do Windows Mobile.

Tanta coisa para ver dava fome, e a organização teve isso em conta, dispondo frigoríficos carregados com Red Bull e cestas de maçãs pelo recinto. Na zona das refeições tínhamos iogurtes líquidos, bananas, chocolates Mars e M&M’s, barras de cereais, e leites com chocolate. As refeições consistiam em pizza e saladas, pizzas e saladas, e ainda pizzas e saladas, e devo dizer que era bastante bom. Que outro evento oferece tanta pizza? Esta zona servia também de zona de descanso, existindo redes penduradas onde nos podíamos deitar e dormir. Ou então juntávamos pufs e dormíamos junto às nossas mesas de trabalho.

Tivémos o privilégio de ter um concerto dos Pornophonique, escolha acertada pela organização. Os Pornophonique são um grupo alemão de 2 elementos: um que toca guitarra (ou baixo, nunca soube a diferença) e outro que toca..Gameboy. Através dos sons característicos dos jogos de Gameboy, juntamente com a guitarra, eles conseguiram produzir música surpreendemente agradável.

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As últimas horas do evento estavam reservadas para a competição de projectos desenvolvidos em 24 horas. Infelizmente, não consegui encontrar parceiro portanto tive que participar sozinho, o que não foi nada fácil, além de ter que batalhar o sono. Criei um jogo semelhante ao da apanha, onde um ou vários jogadores (Cobra) têm que apanhar o Sapão. Cada jogador joga num dispositivo Android e o jogo é em tempo real e colaborativo. A localização é obtida através de um pedómetro criado a partir dos sensores do dispositivo Android. Apesar de sozinho e com muita coisa por aprender, consegui criar o jogo, apesar de ter ficado com alguns problemas. A minha apresentação perante 200 pessoas não foi conseguida pois tive problemas de bateria (o portátil desligou-se pouco antes de ser a minha vez), e problemas com o projector (portáteis Acer e projectores não combinam bem), e assim perdi segundos preciosos dos 90 segundos disponíveis. Devido à minha desconcentração resultante, tive dificuldade em começar a falar e não consegui transmitir o meu projecto ao público. Apercebi-me que falar para 10 pessoas ou 200 é a mesma coisa, pois acabamos por nos abstrair do número de pessoas no público. Apesar de me sentir desiludido com o projecto, sinto-me orgulhoso do que alcançei e penso que toda a situação foi uma boa experiência de aprendizagem.

Foram apresentados cerca de 90 projectos, todos criativos e interessantes, como um jogo em XNA onde o objectivo era roubar pufs à organização, criação de imagens tipo ASCII com avatares, um jogo criado a partir de desenhos em folhas A4, etc. Os projectos vencedores foram escolhidos conforme os votos do público, com alguma supervisão de um júri.

Como demonstração do elevado sentido de humor e informalidade do evento, tivemos direito a Rickroll recorde em Portugal por parte da organização, que nos chamou ao palco principal com o pretexto de uma surpresa. Uma observação que fiz foi que antes do vídeo, o Celso Martinho fugiu do palco a correr, talvez com medo de represálias.

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Talvez no sentido de terem menos coisa para arrumar, durante o evento, a organização foi premiando pufs aos participantes e conseguir ganhar um, não tendo vindo para casa de mãos vazias. Os projectos vencedores também ganharam pufs, além dos fantásticos prémios: Macbooks, livros O’Reilly, iPods, arduinos, teclados, etc. Dada a simplicidade dos projectos, foram prémios muito bons.

Assim, penso que o Sapo Codebits foi um grande sucesso, um evento muito interessante, uma grande experiência para alargar a mente e um bom momento de aprendizagem, tanto pessoal, como criativamente, espero poder repetir a experiência para o próximo ano. Sugiro que visitem a minha galeria de fotos deste evento: http://filipefreitas.net/gallery/v/09-12-03_09-12-05_sapo_codebits2009/, especialmente a galeria de flipcharts interessantes no fim.

As sessões foram filmadas e podem vê-las no site do evento. Acabo o relato com ligações a relatos de outros participantes: Isa Costa, João Azevedo, Carlos Martins, Rosana Couceiro, Nuno Cruz, Tiago Boldt, Carlos Rodrigues, Lenz Grimmer (orador), Josette Garcia (vendedora de livros muito simpática), Robert Nyman (orador), e Celso Martinho (organizador).

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Duas panorâmicas que gostaria de partilhar

Posted in Photography by FilipeFreitas on the November 11th, 2009

Apenas duas panorâmicas que acho incríveis.

Tristan Shu

Cross Annecy Lake

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Se alguma vez imaginaram qual seria a sensação de fazer parapente, agora podem sentir um pouquinho as vertigens com esta panorâmica completa em pleno voo. Clique na imagem para uma experiência interactiva.

Serge Brunier

Heaven Volt

pleinciel

A vida nas cidades não permite ver as estrelas em toda a sua glória, o que nos faz esquecer a beleza de ver estrelas. Esta panorâmica é o resultado de uma série de viagens e sessões de fotografias nocturnas, criando uma vista completa do céu estrelado que envolve a Terra.

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A minha dissertação, a 10 dias da entrega

Posted in News, Presentations by FilipeFreitas on the October 30th, 2009

Penso que estes últimos tempos foram o período onde senti mais pressão na minha vida, período talvez apenas igualado pela época de exames do 12º ano. Durante a realização da dissertação, acabei por me habituar à situação de surgir sempre alguma coisa para fazer quando se pensa ter terminado uma tarefa, pois desde Junho que tenho pensado “para a próxima acabo finalmente” semana após semana. Vendo a demora que os meus orientadores demoram a analisar cada entrega da dissertação, capítulo a capítulo, nos últimos meses tenho ignorado tudo e mais alguma coisa para conseguir acabar a tempo, e um emprego a tempo inteiro desde Setembro não tem ajudado.

Nesta última semana, acelerei o processo de uma forma simples: não dormir. Ou quase. Tenho dormido cerca de 4 a 6 horas por noite, com o objectivo de poder dar aos meus orientadores um fim de semana e um pouco da próxima semana para darem a sua penúltima opinião acerca da dissertação, reservando o próximo fim de semana para alterações de última hora. Tem sido um período difícil para mim, tanto a nível físico como a nível pessoal, não vendo alguns amigos há muito tempo e não estar o suficiente com a minha namorada, mas acredito que o esforço valeu a pena, acabando a dissertação com uma antecipação razoável, sendo também o culminar da minha vida de estudante.

Devo dizer que realizei a minha dissertação com grande autonomia, tanto pessoal como a nível de material, e o desenvolvimento foi efectuado num portátil com já 4 anos de existência: um leitor de dvd a menos, leitor de cartões morto e a ventoinha a morrer, um ecrã meio apagado e com manchas, marcas de utilização por todo o portátil. Enfim, este portatil foi o meu companheiro durante todo o meu curso e nunca esquecerei os momentos que o tive que carregar às costas constantemente.

A apresentação será realizada até 31 de Dezembro, mas espero que me dêm umas boas férias antes! Tem-se acumulado uma quantidade incrível de séries e filmes para ver, e tenho que começar a escoar antes que os meus discos fiquem cheios.

Gostaria de pedir pedir dicas e sugestões acerca da minha dissertação, que podem descarregar no seguinte endereço: http://www.filipefreitas.net/stuff/diss.pdf .

PS – A dissertação não está verdadeiramente completa: faltam os agradecimentos e um anexo.

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