Actualização do MEORemote para 2.1

Posted in Presentations by FilipeFreitas on the December 19th, 2011

O MEORemote foi actualizado para a versão 2.1.

Foram feitas optimizações e correcção de bugs, melhorias visuais, e foram adicionadas novas funcionalidades:

  • Partilha de conteúdos do dispositivo para a televisão: para vídeos do Youtube, Vimeo e Sapo Vídeos, ou fotografias internas, basta escolher a opção “Partilhar” existente nas aplicações (ou browser) e seleccionar o MEORemote.
  • Partilha em redes sociais: com apenas alguns passos, é possível enviar para o Facebook ou Twitter uma mensagem sobre o que está a ver na televisão.

Fica um excerto da reportagem que o Futuro Hoje (SIC) onde estas funcionalidades foram demonstradas:

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Actualização do MEO Remote: 2.0

Posted in News,Presentations by FilipeFreitas on the March 9th, 2011

Foi lançada uma actualização do MEO Remote, aplicação que permite controlar a MEO Box através do seu dispositivo Android. Esta actualização incorpora várias optimizações e novas funcionalidades:

  • Apresentação dos ícones de todos os canais do MEO, o que facilita mudar para o canal pretendido sem ter que memorizar o seu número ou pesquisar nos menus da MEO Box.
  • Agenda e gestão de gravações de programas, sendo possível, por exemplo, visualizar a programação de um canal e agendar a partir da selecção de um programa (funciona com 3G ou Wifi).
  • Botão de standby da MEO Box.
  • Optimizações e melhorias visuais.

Até agora, a aplicação tem recebido bons comentários e avaliações no Android Market, e gostaria de dizer que todas as sugestões e indicação de problemas são bem-vindas, além de serem agradáveis para quem desenvolve.

Relembro a minha experiência no desenvolvimento desta aplicação.

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MEO Remote: um controlo remoto para o sucesso

Posted in News,Presentations by FilipeFreitas on the December 7th, 2010

Há cerca de 1 ano, anunciava neste espaço o meu estágio profissional na PT Inovação para trabalhar em Android. Hoje, juntamente com a minha equipa no IAD, venho anunciar os frutos desse privilégio: lançamento oficial do MEO Remote no Market (aplicação gratuita, disponível também para iPhone e iPad). Atestando a sua fé nesta linha de produto, o lançamento foi apresentado pelo Zeinal Bava e Celso Martinho (fundador da Sapo), significando uma grande honra para nós.

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Podem ver fotos do evento, onde existem mais fotos da aplicação e ainda de uma aplicação especialmente concebida para iPad.

Transcrevo um excerto do comunicado oficial:

Desenvolvidas na íntegra por talento nacional das equipas multidisciplinares do Sapo e PT Inovação, estas novas aplicações conjugam 3 conceitos vencedores: simplicidade, conveniência e interactividade. Simplicidade e intuição na utilização; conveniência de ter o comando da televisão no seu telemóvel ou tablet pessoal (o comando passa a ser, efectivamente, “meo”) e uma nova forma de interagir com vários equipamentos, sem necessidade de utilizar teclas, apenas com gestos, numa lógica de utilização cada vez mais comum aos utilizadores de smartphones.

O Meo Remote tem todas as funcionalidades de um telecomando Meo tradicional – zapping, controlo de volume, teclas de navegação, gravações, acesso ao videoclube, fast forward, rewind, pausa tv, guia tv, entre outros.

No entanto, para além de ser um comando de televisão, procura conjugar, igualmente, as funcionalidades de um companion device que complementa a experiência de televisão com conteúdos e informação directamente no equipamento de comando. É por isso possível aceder directamente no telemóvel ou tablet ao Guia TV; ao Meo Interactivo, definir e aceder aos canais Favoritos. Para além disso, existem ainda funcionalidades disponíveis apenas nesta solução, tais como consulta e pesquisa de programas directamente no equipamento, assim como utilizar a Pesquisa na televisão com recurso ao teclado do dispositivo.

Com esta apresentação, o MEO Remote teve um sucesso considerável na imprensa, tendo já encontrado artigos no Económico, Oje, Correio da Manhã, Tek, Exame Informática (com vídeo), Jornal de Notícias, PC Guia, T3,ZoomIt, Pplware, TVI24, Agência Financeira, e ainda uma reportagem na RTPN:

Até agora, o meu trabalho na PT Inovação tem sido principalmente o de criar protótipos que demonstrem novos casos de uso para dispositivos móveis e, sendo uma pessoa criativa e que gosta de desafios e problemas, tenho adorado a minha linha de trabalho, pelo que uma citação do filósofo Confucious se encaixa perfeitamente: “Escolhe um trabalho que gostes, e nunca terás que trabalhar um só dia na vida”. O MEO Remote foi um projecto que me proporcionou muita alegria pelo seu sucesso ao longo deste ano, especialmente quando foi demonstrado ao Zeinal Bava na sua deslocação à PT Inovação no evento de LTE, em que o Zeinal chegou mesmo a referir o nosso projecto no seu discurso para os colaboradores da PT Inovação, e é um grande orgulho poder ver agora o projecto publicado e acessível ao público em geral.

A minha experiência com o Android tem sido geralmente positiva, pois a Google tem incorporado funcionalidades muito interessantes regularmente, sendo reconhecimento de gestos e de voz apenas alguns exemplos. Devo admitir que não tinha muita fé nesta plataforma quando iniciei o meu estágio, pois quando tive a oportunidade de realizar o meu projecto de mestrado, a plataforma não era madura e a Google não lançava actualizações, mantendo os programadores no escuro, pelo que preferi realizar o meu projecto em Windows Mobile 6.5. Desde esse momento, a plataforma Android teve grandes progressos, sendo hoje um rival para o iOS da Apple.

Referi anteriormente a palavra “protótipos”, e gostaria de salientá-la pois a passagem de protótipos para produto altera completamente o cenário de trabalho. É muito fácil e divertido ter uma ideia e implementá-la, sendo apenas necessário que a aplicação funcione para os nossos próprios cenários e para momentos chave, como por exemplo em demonstrações privadas e eventos, mas quando uma ideia tem de passar para produto, as coisas mudam drasticamente. Em vez de se pensar em questões como, por exemplo, “não seria fixe se isto fizesse A?”, temos que pensar “será que isto funciona na versão A e no dispositivo B em condições C fazendo D?”.

Um produto é algo que é visível para o público (ie, clientes), e a imagem da empresa depende da qualidade dos seus produtos, portanto, as responsabilidades são muito grandes quando o projecto se trata de um produto. É necessário pensar em todos os cenários possíveis, todas as situações que podem acontecer, precaver todos os erros que possam ocorrer. Além disso, em dispositivos móveis, existem várias questões que precisam de ser tidas em conta, como a usabilidade e o desempenho da aplicação. Em Android, existem também as questões da fragmentação de versões e a diversidade de dispositivos existentes, por isso, grande parte do trabalho realizado para o MEO Remote consistiu em testes para garantir solução às questões levantadas.

Hoje, depois de tanto trabalho, vejo o MEO Remote como uma boa experiência, onde pude experienciar o lado divertido da ideia, pude aprender com os problemas e as exigências, e pude saborear o prazer do sucesso no fim, o que vai ao encontro da minha filosofia de vida, na qual o trabalho (e outras coisas na vida) é como escalar uma montanha: sempre a subir com esforço, mas chegando ao topo, somos presenteados com uma vista magnífica.

Aqui fica um vídeo demonstando a versão iPhone:

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Senhor Mestre Engenheiro Filipe Freitas!

Posted in Presentations by FilipeFreitas on the January 12th, 2010

Desde o dia 30 de Dezembro de 2009 que me podem tratar de Senhor Mestre Engenheiro Filipe Freitas!
Este dia marca o cumular de quase 20 anos de estudo (80% da minha vida), e posso dizer que a recompensa do trabalho é uma das coisas mais agradáveis que se pode ter.

Passei por inúmeras dificuldades para chegar a este dia, tanto pessoais e financeiras, como também tive que adiar muita coisa que gostaria de ter feito, e posso dizer que uma das lições da vida de estudante é aprender a diferenciar as coisas que são realmente importantes. É certo que a nossa vida de estudante passa num instante e que é preciso gozar enquanto se pode, no entanto, esta é, talvez, a parte mais importante da vida pois é neste período que é definido o potencial para uma vida de sucesso. Uma vida de sucesso não é só um salário chorudo no final do mês, é também poder-se fazer o que se gosta todos os dias, tentar progredir e ser melhor de uma forma agradável, e o mais importante: ter possibilidades de realizar os seus desejos, por exemplo, viajar.

Foram estas as preocupações que tive e que tenho tido desde estes últimos 9 anos, desde aquele fatídico verão de 2000 em que começei a minha vida profissional com um trabalho de verão numa serralharia metalúrgica ao lado da minha casa. Finalmente com 16 anos, fui obrigado pelos meus pais a ir trabalhar para ver o que custava a vida e ver como tão pouco valiosa era a mão de obra desqualificada. O trabalho em si não era pesado, no entanto, passava o dia sujo, no barulho, rodeado de idiotas e mandriões, as tarefas nem sequer desafiavam o meu raciocínio, e não me lembro qual era o salário mínimo na altura mas eu não o recebia de certeza. Além disso, um acidente de trabalho estava ao virar de cada esquina.

Enquanto que o final das “férias” era depressivo para os meus amigos, para mim era um período de alívio em que só pensava em estudar e fugir daquela vida sem reconhecimento, prazer ou segurança financeira. Durante 3 verões assim foi. Pode ser comum os pais oferecerem prendas (por exemplo, bicicletas) aos filhos por passarem de ano ou terem boas notas, mas posso dizer que arranjarem um emprego de verão aos filhos é a melhor coisa que podem fazer. Além de abrirem os olhos aos filhos, estes crescem com estas experiências e começam cedo a construírem um currículo, e assim terem mais oportunidades no futuro. Mais ainda, os filhos aprendem ou aperfeiçoam a gestão do dinheiro que ganham, e vêm o quão facilmente este se evapora.

Por si só, estes “incentivos” não foram suficientes para me tornarem num estudante dedicado e, por isso, ainda passei por dificuldades no ensino secundário (bons tempos do Quake3..), tendo escolhido realizar o 12º em 2 anos para acabar as disciplinas em atraso e realizar os exames de ingresso para a Universidade com mais tranquilidade. Neste período, tive a sorte de conhecer a minha namorada (e futura esposa) e devido a certos factores, consegui adoptar capacidades de estudo que se tornaram nas fundações para a Universidade.

Assim, com a junção de todos estes factores, consegui atingir os os meus objectivos e ingressei no curso pretendido, na Universidade de Aveiro, juntamente com 2 vizinhos e amigos de infância. No ano seguinte, a minha namorada juntar-se-ia a mim na vida académica. Receava que não tivesse capacidade para realizar um curso superior, especialmente de engenharia, pois toda a gente vê a falta de beleza das equações e gráficos que aparecem nos quadros das salas de aulas nos filmes. Felizmente, a mente humana é uma maravilha da Natureza e é capaz de se adaptar a tudo, e rapidamente me apercebi que não havia razões para recear falhar.

O meu ano de caloiro foi um ano cheio de experiências, alegrias e poucas desilusões. Pode não parecer (devido às palhaçadas), mas as praxes têm razão de ser e são muito importantes para o resto do curso. É nas praxes que conhecemos os nossos colegas e formamos laços de amizade, muito importantes para entre-ajuda durante o curso. Muitas vezes troquei informações preciosas sobre trabalhos ou testes pelo MSN (com professores também!).

Muitos estudantes queixam-se que a maior parte das cadeiras dos cursos são pouco objectivas, ou mesmo inúteis, e que a matéria aprendida será rapdimente esquecida e nunca será utilizada. Com um curso concluído e já a trabalhar há algum tempo, posso dizer que a matéria é a coisa menos importante que se pode aprender na Universidade. O objectivo da Universidade é aprender três coisas: aprender a aprender, gerir tempo, e trabalhar em equipa. Estas são as ferramentas essenciais para enfrentar os desafios de um emprego. Mudar totalmente de área de conhecimento entre semestres? É mudar de projecto no emprego. Ter algumas semanas para estudar para vários exames? É conseguir atingir os objectivos no emprego a tempo e horas. Fazer um trabalho de grupo numa cadeira? É fazer parte de uma equipa de trabalho no emprego. A Universidade é, assim, como se aprende, e não o que se aprende.

Durante a Universidade, é possível realizar parte do curso no estrangeiro com apoio financeiro (Erasmus). Apesar de não ter realizado Erasmus, é minha opinião que é algo que todos os estudantes devem fazer pois uma experiência destas é uma oportunidade única na vida de conhecer intimamente outras linhas de vida. Digo isto, pela opinião de quem já fez, e por uma experiência próxima que tive. Após o meu 2º ano, tive a oportunidade de trabalhar um verão na Suiça (empregado de balcão numa pastelaria de uma estação ferroviária), com 2 dos meus melhores amigos e até agora foi uma das melhorias experiências que já tive. Conhecer uma cultura diferente, pessoas de todo o lado, ver paisagens e arquitecturas diferentes, conviver com amigos, explorar.. palavras não chegam para descrever tal coisa. É uma oportunidade para ver como as coisas são diferentes de onde vivemos, e voltamos cheios de ideias e com novos objectivos, e com vontade de partir explorar o resto da Europa.

Devido a não pensar muito fora do curso e já ter bastante experiência profissional (no meu caso), um estudante pouco pensa em construir um currículo desde cedo. Tudo isto mudou no 3º ano, quando um professor de uma cadeira aborrecida (peço desculpa Professor) decidiu pensar nos seus alunos e não na sua aula. Assim não deu a aula, mas sim levou os seus alunos a uma apresentação da competição internacional Imagine Cup, exclusiva para estudantes universitários, e do programa Microsoft Student Partners (MSP), também para estudantes universitários. Foi a primeira vez que tive um contacto tão directo com uma empresa, e logo uma das maiores e mais conceitudas do Mundo. Provavelmente devido a sorte, consegui muito bons resultados no Imagine Cup e fui escolhido para MSP de Aveiro, e isso marcou o início da minha obcessão em construir o melhor currículo possível para poder ter o poder de escolha quando fosse altura de procurar emprego. E consegui. O meu currículo interessou empresas como Novabase, Capgemini, PT Inovação e algumas empresas locais. É certo que um currículo não vale um emprego, mas vale uma oportunidade, e isso é algo que apenas tendo um curso não garante.

Não me posso exprimir sobre a realização de um estágio curricular, mas a realização de uma dissertação em nada se assemelha a realizar um trabalho para uma cadeira. Basicamente, é uma simulação quase real de um emprego: pouco tempo, muita coisa a fazer, muita coisa a aprender, alguém a chatear. O tempo necessário para realizar uma dissertação aumenta de forma exponencial de acordo com a aproximação do prazo de entrega e a dissertação nunca estará completamente terminada, o que é muito frustrante. Cometi o erro de deixar a maior parte da escrita para o fim, e isso significou menos disponibilidade dos meus orientadores para corrigirem e mais noitadas da minha parte (com um emprego a tempo inteiro em paralelo). Tive que fazer muitos sacrifícios pessoais, como não sair com os meus amigos ou dar pouca atenção à minha namorada, o que me custou bastante.

Assim, no dia 30 de Dezembro de 2009, acabou tudo em apenas 1 hora e com 5 pessoas: 4 jurados e eu. Tinha passado a semana anterior a treinar constantemente, ao ponto de escrever e memorizar um texto para cada slide de forma a ter um discurso fluído e garantir que não me esqueceria de nada, e desta forma estar menos nervoso durante a defesa. Isto traduziu-se em utilizar apenas 14 dos 20 minutos disponíveis. Fiquei muito desiludido com a qualificação que deram ao meu trabalho pois, apesar de estar longe de perfeito, tive muito trabalho e inovei bastante. No entanto, esta desilusão foi rapidamente conquistada pela satisfação de atingir um objectivo criado há tantos anos atrás e de verdadeiramente marcar o ponto de transição entre estudante e trabalhador.

Tudo isto para dizer que a vida é cheia de lições, desilusões, sacrifícios e muito trabalho, e que tudo nos ajuda a crescer. A minha conclusão: valeu a pena.

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A melhor prenda de Natal que já me ofereceram

Posted in News,Presentations by FilipeFreitas on the December 24th, 2009

edit: a melhor prenda de natal foi a minha namorada

O dia está a chegar!
Hoje fui buscar as encadernações da minha dissertação para entregar ao júri e penso que foi a melhor prenda de Natal que alguma vez tive. É o cumular de 1 ano e meio de trabalho e de quase 20 anos de estudo e, por isso, sentir um documento destes na mão tem um significado muito especial.

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Após a apresentação irei disponibilizar a versão final da dissertação.
Wish me luck!

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Photosynth do Sapo Codebits 2009

Posted in Events,Photography,Presentations by FilipeFreitas on the December 11th, 2009

Infelizmente, durante todo o evento nunca pensei sequer no Photosynth, mas descarreguei todas as fotos relacionadas com o Sapo Codebits 2009 do Flickr e criei um synth com cerca de 300 fotos (ficou apenas 10% synthy).

As zonas não ficaram todas interligadas, portanto é necessário navegar manualmente entre elas, com o botão Images:

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E agora o synth:

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Sapo Codebits 2009: a minha experiência

Posted in Events,Presentations by FilipeFreitas on the December 8th, 2009

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Tive a sorte de ter sido seleccionado para participar na edição deste ano do Sapo Codebits com a minha equipa de trabalho na PT Inovação, e foi uma experiência memóravel.

Para descrever o Codebits em poucas palavras, nunca tinha visto um evento com um ambiente tão informal e tão adequado à criatividade e, por o mais incrível que pareça, foi totalmente gratuito.

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É incrível como conseguiram transformar um local vazio e inóspito que era a Cordoaria Nacional (uma antiga fábrica de cordas) para um lugar tão acolhedor e cheio de cor. O cenário tinha o tom verde, a lembrar o logótipo do Sapo, e existiam vários feixes de luz a “pintar” as paredes. Logo à entrada estava uma espécie de painel com cubos em decalque, onde em cada um deles estava projectado o avatar de algum participante. Outro padrão deste painel era o de um gradiente verde em movimento.

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Os palcos onde eram realizadas as sessões consistiam em alguns sofás confortáveis, rodeados de pufs (bean bags) coloridos. Os participantes estavam instalados em mesas redondas, ideais para trabalho em equipa, existindo um flip chart para expor visualmente as ideias. Existiam inúmeras casas de banho, que se mantiveram limpas durante todo o evento, com o único senão se situarem no exterior do edifício, portanto tínhamos que enfrentar o frio com coragem. Para os participantes desanuviarem, existiam várias Xbox’s e também uma velha máquina arcade, para matar saudades.

Existiam menos exposições do que estava à espera, mas eram exposições que valiam a pena: PT Inovação com a televisão 3D e ligação Android com Legos; Microsoft com a sua mesa táctil Surface; Caixa Mágica com o linux no Magalhães, e a Sapo com conteúdos interessantes. Seguem descrições baseadas pelo que vi, podendo, por isso estar enganado. As televisões 3D da PT Inovação existiam em duas variantes: com e sem necessidade de óculos. Na minha impressão empírica, a variante com óculos apresentava, numa televisão normal, duas imagens deslocadas uma da outra as quais os olhos e os óculos sincronizavam, dando o efeito 3D.

A variante sem óculos era uma televisão especial que não tinha os píxels do ecrã dispostos de uma forma lisa como em ecrãs normais, mas sim em decalque. É esta disposição que cria o efeito 3D pois o ângulo de visão destes píxeis cria imagens diferentes.

A ligação de dispositivos móveis Android com Legos também foi curiosa (sou culpado nesta área pois ajudei a criar o software no Android) pois demonstra que a tecnologia é cada vez mais ubíqua e interligada em todo o tipo de áreas, dando apenas a imaginar as criações possíveis. O Sapo Tek tem uma notícia acerca da exposição da PT Inovação. Fiquei um pouco desiludido com a Microsoft Surface pois, na minha opinião, possui baixa resolução e a sua execução é lenta. Porém, o conceito é muito interessante pois vi várias vezes participantes a jogarem xadrez, o que é uma demonstração que este tipo de tecnologia permite maior interacção entre humanos na utilização de novas tecnologias.

Muitas sessões não tinham interesse para mim e em outras fiquei desiludido, no entanto, tive bastante prazer nas seguintes: “Optional is required” de Brian Suda, “The Hackerspace Movement” de Mitch Altman, e “Phonegap: Mobile App Developer Zero to Hero” de Brian Leroux. O Brian Suda mostrou-nos que de coisas muito banais podem sair coisas muito criativas, e que apenas temos que abrir a mente para tal. O Mitch Altman incentivou-nos a sermos activos e criativos perante a vida, e que não conseguimos nada se estivermos parados. Falou um pouco da sua vida e de como as viagens têm inspirado muitas pessoas pelo que mundo fora que, por sua vez, criam clubes para dar asas à imaginação. Por incrível que pareça, o Mitch tem ganho a sua vida através da venda dos kits de montagem de um comando universal que desliga televisões (TV B-Gone). Foi uma personagem que admirei muito, pois era a mistura de um hippie (no bom sentido, apesar de ter metade do cabelo vermelho) com um engenheiro, e a sua força positiva durante as suas sessões era muito agradável. O Brian Leroux apresentou o Phonegap, um projecto que pretende unificar o desenvolvimento de aplicações móveis dos vários sistemas operativos e os resultados que apresentou eram impressionantes. Gostei muito do seu à-vontade a falar, permitindo-se mesmo de dizer e ter palavrões na apresentação. Pode-se dizer que não é nenhum fã do Windows Mobile.

Tanta coisa para ver dava fome, e a organização teve isso em conta, dispondo frigoríficos carregados com Red Bull e cestas de maçãs pelo recinto. Na zona das refeições tínhamos iogurtes líquidos, bananas, chocolates Mars e M&M’s, barras de cereais, e leites com chocolate. As refeições consistiam em pizza e saladas, pizzas e saladas, e ainda pizzas e saladas, e devo dizer que era bastante bom. Que outro evento oferece tanta pizza? Esta zona servia também de zona de descanso, existindo redes penduradas onde nos podíamos deitar e dormir. Ou então juntávamos pufs e dormíamos junto às nossas mesas de trabalho.

Tivémos o privilégio de ter um concerto dos Pornophonique, escolha acertada pela organização. Os Pornophonique são um grupo alemão de 2 elementos: um que toca guitarra (ou baixo, nunca soube a diferença) e outro que toca..Gameboy. Através dos sons característicos dos jogos de Gameboy, juntamente com a guitarra, eles conseguiram produzir música surpreendemente agradável.

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As últimas horas do evento estavam reservadas para a competição de projectos desenvolvidos em 24 horas. Infelizmente, não consegui encontrar parceiro portanto tive que participar sozinho, o que não foi nada fácil, além de ter que batalhar o sono. Criei um jogo semelhante ao da apanha, onde um ou vários jogadores (Cobra) têm que apanhar o Sapão. Cada jogador joga num dispositivo Android e o jogo é em tempo real e colaborativo. A localização é obtida através de um pedómetro criado a partir dos sensores do dispositivo Android. Apesar de sozinho e com muita coisa por aprender, consegui criar o jogo, apesar de ter ficado com alguns problemas. A minha apresentação perante 200 pessoas não foi conseguida pois tive problemas de bateria (o portátil desligou-se pouco antes de ser a minha vez), e problemas com o projector (portáteis Acer e projectores não combinam bem), e assim perdi segundos preciosos dos 90 segundos disponíveis. Devido à minha desconcentração resultante, tive dificuldade em começar a falar e não consegui transmitir o meu projecto ao público. Apercebi-me que falar para 10 pessoas ou 200 é a mesma coisa, pois acabamos por nos abstrair do número de pessoas no público. Apesar de me sentir desiludido com o projecto, sinto-me orgulhoso do que alcançei e penso que toda a situação foi uma boa experiência de aprendizagem.

Foram apresentados cerca de 90 projectos, todos criativos e interessantes, como um jogo em XNA onde o objectivo era roubar pufs à organização, criação de imagens tipo ASCII com avatares, um jogo criado a partir de desenhos em folhas A4, etc. Os projectos vencedores foram escolhidos conforme os votos do público, com alguma supervisão de um júri.

Como demonstração do elevado sentido de humor e informalidade do evento, tivemos direito a Rickroll recorde em Portugal por parte da organização, que nos chamou ao palco principal com o pretexto de uma surpresa. Uma observação que fiz foi que antes do vídeo, o Celso Martinho fugiu do palco a correr, talvez com medo de represálias.

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Talvez no sentido de terem menos coisa para arrumar, durante o evento, a organização foi premiando pufs aos participantes e conseguir ganhar um, não tendo vindo para casa de mãos vazias. Os projectos vencedores também ganharam pufs, além dos fantásticos prémios: Macbooks, livros O’Reilly, iPods, arduinos, teclados, etc. Dada a simplicidade dos projectos, foram prémios muito bons.

Assim, penso que o Sapo Codebits foi um grande sucesso, um evento muito interessante, uma grande experiência para alargar a mente e um bom momento de aprendizagem, tanto pessoal, como criativamente, espero poder repetir a experiência para o próximo ano. Sugiro que visitem a minha galeria de fotos deste evento: http://filipefreitas.net/gallery/v/09-12-03_09-12-05_sapo_codebits2009/, especialmente a galeria de flipcharts interessantes no fim.

As sessões foram filmadas e podem vê-las no site do evento. Acabo o relato com ligações a relatos de outros participantes: Isa Costa, João Azevedo, Carlos Martins, Rosana Couceiro, Nuno Cruz, Tiago Boldt, Carlos Rodrigues, Lenz Grimmer (orador), Josette Garcia (vendedora de livros muito simpática), Robert Nyman (orador), e Celso Martinho (organizador).

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A minha dissertação, a 10 dias da entrega

Posted in News,Presentations by FilipeFreitas on the October 30th, 2009

Penso que estes últimos tempos foram o período onde senti mais pressão na minha vida, período talvez apenas igualado pela época de exames do 12º ano. Durante a realização da dissertação, acabei por me habituar à situação de surgir sempre alguma coisa para fazer quando se pensa ter terminado uma tarefa, pois desde Junho que tenho pensado “para a próxima acabo finalmente” semana após semana. Vendo a demora que os meus orientadores demoram a analisar cada entrega da dissertação, capítulo a capítulo, nos últimos meses tenho ignorado tudo e mais alguma coisa para conseguir acabar a tempo, e um emprego a tempo inteiro desde Setembro não tem ajudado.

Nesta última semana, acelerei o processo de uma forma simples: não dormir. Ou quase. Tenho dormido cerca de 4 a 6 horas por noite, com o objectivo de poder dar aos meus orientadores um fim de semana e um pouco da próxima semana para darem a sua penúltima opinião acerca da dissertação, reservando o próximo fim de semana para alterações de última hora. Tem sido um período difícil para mim, tanto a nível físico como a nível pessoal, não vendo alguns amigos há muito tempo e não estar o suficiente com a minha namorada, mas acredito que o esforço valeu a pena, acabando a dissertação com uma antecipação razoável, sendo também o culminar da minha vida de estudante.

Devo dizer que realizei a minha dissertação com grande autonomia, tanto pessoal como a nível de material, e o desenvolvimento foi efectuado num portátil com já 4 anos de existência: um leitor de dvd a menos, leitor de cartões morto e a ventoinha a morrer, um ecrã meio apagado e com manchas, marcas de utilização por todo o portátil. Enfim, este portatil foi o meu companheiro durante todo o meu curso e nunca esquecerei os momentos que o tive que carregar às costas constantemente.

A apresentação será realizada até 31 de Dezembro, mas espero que me dêm umas boas férias antes! Tem-se acumulado uma quantidade incrível de séries e filmes para ver, e tenho que começar a escoar antes que os meus discos fiquem cheios.

Gostaria de pedir pedir dicas e sugestões acerca da minha dissertação, que podem descarregar no seguinte endereço: http://www.filipefreitas.net/stuff/diss.pdf .

PS – A dissertação não está verdadeiramente completa: faltam os agradecimentos e um anexo.

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To PhD, or not to PhD: vale a pena tirar Doutoramento?

Posted in Presentations by FilipeFreitas on the March 31st, 2009

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Estou novamente em mais uma fase em que preciso de decidir o que fazer à minha vida.

A última vez que estive nesta posição foi há uns 9 anos atrás quando tive que escolher à area de estudos do Secundário. Escolher o curso não foi difícil pois já sabia o que queria, e em Aveiro (onde vivo) existia esse curso.

Agora, quase a completar o Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática, preciso de decidir se hei-de continuar a estudar, começar a trabalhar, ou ambos.

Tenho oportunidade de continuar a estudar com o Doutoramento MAPi, que é um programa doutoral em Ciências de Computação, programa conjunto das Universidades de Minho, Aveiro e Porto. Não tenho interesse especial em ser Professor Universitário, se bem que com o meu CAP (Certificado de Aptidão Pedagógica) recente, seria uma carreira ao meu alcance.

Já tive uma Bolsa de Iniciação à Investigação no IEETA que durou 6 meses, e gostei da experiência, e agrada-me a ideia de um dia ser investigador a tempo inteiro.

Existe também a questão dos salários e facilidade de procura de emprego. Qual é a diferença de salário de um Doutorado em relação a um Mestre ou Licenciado? Será que os Doutorados são procurados pelas empresas? Um estudo recente aponta para que apenas 1% ou menos dos Doutorados estão desempregados, e numa visita que fiz à Nokia Siemens Networks, o professor que nos guiou na visita afirmou que Portugal tem falta de Doutorados e que há muita investigação que se faz por cá. Gostaria muito de encontrar uma oportunidade no centro de investigação de computação móvel da Microsoft (antiga Mobicomp), em Braga, e com um Doutoramento, certamente teria boas hipóteses de a conseguir.

O Doutoramento está também em competição com outros programas de formação de empresas específicas, como a Novabase e a sua Novabase Academy. Estas formações são mais práticas e preparam os formandos para trabalharem. A Novabase já me solicitou várias vezes (em que tive que recusar devido a ainda estar a terminar o meu Mestrado), o que revela que tenho hipóteses sérias no mercado de trabalho.

A outra escolha seria tirar o Doutoramento em simultâneo com um emprego, dado que o programa de aulas do Doutoramento é de apenas 2 dias por semana. Iria portanto trabalhar 3 dias por semana numa empresa que teria que permitir a minha situação. Existem empresas assim? Será que conseguiria estudar para o Doutoramento, e ter cabeça/tempo para trabalhar também?

Esta será a grande decisão que terei que tomar rapidamente. Tenho uma votação, se quiserem dar a vossa opinião sem deixarem comentário.

Melhor opção:

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Entrevista com o fotógrafo Nuno Cardal

Posted in Photography,Presentations by FilipeFreitas on the March 16th, 2009

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Tive o prazer de realizar uma entrevista ao fotógrafo panorâmico Nuno Cardal, co-autor dos livros Portugal Panoramas, Lisboa Panoramas, Lisboa Iluminada, Porto Iluminado e Portugal Iluminado, todos da Quimera Editores, alguns dos quais já tinha falado antes na minha entrada sobre livros panorâmicos.

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O Lisboa Panoramas e o Portugal Panoramas são os primeiros (e únicos) livros de autores portugueses de que eu tenha conhecimento. Certamente poderão existir outros, que espero que os meus leitores os identifiquem com comentários.

Antes de mais, alguma informação biográfica (obtida no site da editora) sobre o Nuno Cardal.

Nascido em 1967, é licenciado em História e seguiu um percurso profissional na àrea da cultura e publicidade.
Colaborou no programa “Ponto por Ponto” da RTP, e desenvolveu a rede de vídeo-painéis de Lisboa. Como fotógrafo, além dos livros mencionados, colaborou na criação de uma enciclopédia sobre Lisboa.

Passando finalmente para a entrevista, gostaria de agradecer ao Nuno Cardal e a José Alfaro da Quimera Editores pela sua cortesia em conceder-me a entrevista.

Como começou a criar fotografias panorâmicas, e desde quando?
Penso que desde que passei a trabalhar em digital, deve ter sido em 2003.
Já era uma ideia antiga e o digital facilitou bastante. No meu primeiro livro, “Lisboa Panoramas” de 2004, já existem fotos panorâmicas.

Qual é a opinião das pessoas ao seu redor, relativamente à fotografia panorâmica?

Toda a gente gosta, pois é uma fotografia de grande impacto, em grande parte inovadora e possibilita resultados finais de grandes dimensões e pormenor.

Conseguiu influenciar positivamente alguém a criar as suas próprias fotografias?
Penso que sim, pois são várias as pessoas que me têm pedido informações.

A fotografia panorâmica, como serviço comercial, tem potencial?
Claro que sim, não contando com outros fins, já tenho vários trabalhos meus em muitas paredes particulares, e também de empresas.

Que equipamento e software usa?
A minha máquina principal é uma Canon 1Ds MarkII. Software já trabalhei com vários: Panorama Maker, PTGUI, Photoshop.

Como surgiu a ideia e possibilidade de criar um livro com este tipo de fotografia, nomeadamente os Portugal Panoramas e Lisboa Panoramas?

Pelo interesse que as fotos têm despertado, quer nos outros livros, quer em outras áreas, mas também porque permite criar algo diferente, com perspectivas novas e enquadramentos inovadores.

Existem planos para novos livros?
Sim, este ano deve sair pelo mais um livro com o mesmo formato.

Tem alguma dica, tanto a nível da fotografia em si como a nível do pós-processamento panorâmico?

Muitos trabalhos, muita experimentação, muitas asneiras e aprender com estas. Fazer o melhor trabalho possível no local da fotografia e passar menos tempo no computador.

Tem algum site ou galeria online?
Para já, só a galeria que está no site da Quimera Editores.

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