Actualização do MEO Remote: 2.0

Foi lançada uma actualização do MEO Remote, aplicação que permite controlar a MEO Box através do seu dispositivo Android. Esta actualização incorpora várias optimizações e novas funcionalidades:
- Apresentação dos ícones de todos os canais do MEO, o que facilita mudar para o canal pretendido sem ter que memorizar o seu número ou pesquisar nos menus da MEO Box.
- Agenda e gestão de gravações de programas, sendo possível, por exemplo, visualizar a programação de um canal e agendar a partir da selecção de um programa (funciona com 3G ou Wifi).
- Botão de standby da MEO Box.
- Optimizações e melhorias visuais.
Até agora, a aplicação tem recebido bons comentários e avaliações no Android Market, e gostaria de dizer que todas as sugestões e indicação de problemas são bem-vindas, além de serem agradáveis para quem desenvolve.
Relembro a minha experiência no desenvolvimento desta aplicação.
MEO Remote: um controlo remoto para o sucesso
Há cerca de 1 ano, anunciava neste espaço o meu estágio profissional na PT Inovação para trabalhar em Android. Hoje, juntamente com a minha equipa no IAD, venho anunciar os frutos desse privilégio: lançamento oficial do MEO Remote no Market (aplicação gratuita, disponível também para iPhone e iPad). Atestando a sua fé nesta linha de produto, o lançamento foi apresentado pelo Zeinal Bava e Celso Martinho (fundador da Sapo), significando uma grande honra para nós.


Podem ver fotos do evento, onde existem mais fotos da aplicação e ainda de uma aplicação especialmente concebida para iPad.
Transcrevo um excerto do comunicado oficial:
Desenvolvidas na íntegra por talento nacional das equipas multidisciplinares do Sapo e PT Inovação, estas novas aplicações conjugam 3 conceitos vencedores: simplicidade, conveniência e interactividade. Simplicidade e intuição na utilização; conveniência de ter o comando da televisão no seu telemóvel ou tablet pessoal (o comando passa a ser, efectivamente, “meo”) e uma nova forma de interagir com vários equipamentos, sem necessidade de utilizar teclas, apenas com gestos, numa lógica de utilização cada vez mais comum aos utilizadores de smartphones.
O Meo Remote tem todas as funcionalidades de um telecomando Meo tradicional – zapping, controlo de volume, teclas de navegação, gravações, acesso ao videoclube, fast forward, rewind, pausa tv, guia tv, entre outros.
No entanto, para além de ser um comando de televisão, procura conjugar, igualmente, as funcionalidades de um companion device que complementa a experiência de televisão com conteúdos e informação directamente no equipamento de comando. É por isso possível aceder directamente no telemóvel ou tablet ao Guia TV; ao Meo Interactivo, definir e aceder aos canais Favoritos. Para além disso, existem ainda funcionalidades disponíveis apenas nesta solução, tais como consulta e pesquisa de programas directamente no equipamento, assim como utilizar a Pesquisa na televisão com recurso ao teclado do dispositivo.
Com esta apresentação, o MEO Remote teve um sucesso considerável na imprensa, tendo já encontrado artigos no Económico, Oje, Correio da Manhã, Tek, Exame Informática (com vídeo), Jornal de Notícias, PC Guia, T3,ZoomIt, Pplware, TVI24, Agência Financeira, e ainda uma reportagem na RTPN:
Até agora, o meu trabalho na PT Inovação tem sido principalmente o de criar protótipos que demonstrem novos casos de uso para dispositivos móveis e, sendo uma pessoa criativa e que gosta de desafios e problemas, tenho adorado a minha linha de trabalho, pelo que uma citação do filósofo Confucious se encaixa perfeitamente: “Escolhe um trabalho que gostes, e nunca terás que trabalhar um só dia na vida”. O MEO Remote foi um projecto que me proporcionou muita alegria pelo seu sucesso ao longo deste ano, especialmente quando foi demonstrado ao Zeinal Bava na sua deslocação à PT Inovação no evento de LTE, em que o Zeinal chegou mesmo a referir o nosso projecto no seu discurso para os colaboradores da PT Inovação, e é um grande orgulho poder ver agora o projecto publicado e acessível ao público em geral.
A minha experiência com o Android tem sido geralmente positiva, pois a Google tem incorporado funcionalidades muito interessantes regularmente, sendo reconhecimento de gestos e de voz apenas alguns exemplos. Devo admitir que não tinha muita fé nesta plataforma quando iniciei o meu estágio, pois quando tive a oportunidade de realizar o meu projecto de mestrado, a plataforma não era madura e a Google não lançava actualizações, mantendo os programadores no escuro, pelo que preferi realizar o meu projecto em Windows Mobile 6.5. Desde esse momento, a plataforma Android teve grandes progressos, sendo hoje um rival para o iOS da Apple.
Referi anteriormente a palavra “protótipos”, e gostaria de salientá-la pois a passagem de protótipos para produto altera completamente o cenário de trabalho. É muito fácil e divertido ter uma ideia e implementá-la, sendo apenas necessário que a aplicação funcione para os nossos próprios cenários e para momentos chave, como por exemplo em demonstrações privadas e eventos, mas quando uma ideia tem de passar para produto, as coisas mudam drasticamente. Em vez de se pensar em questões como, por exemplo, “não seria fixe se isto fizesse A?”, temos que pensar “será que isto funciona na versão A e no dispositivo B em condições C fazendo D?”.
Um produto é algo que é visível para o público (ie, clientes), e a imagem da empresa depende da qualidade dos seus produtos, portanto, as responsabilidades são muito grandes quando o projecto se trata de um produto. É necessário pensar em todos os cenários possíveis, todas as situações que podem acontecer, precaver todos os erros que possam ocorrer. Além disso, em dispositivos móveis, existem várias questões que precisam de ser tidas em conta, como a usabilidade e o desempenho da aplicação. Em Android, existem também as questões da fragmentação de versões e a diversidade de dispositivos existentes, por isso, grande parte do trabalho realizado para o MEO Remote consistiu em testes para garantir solução às questões levantadas.
Hoje, depois de tanto trabalho, vejo o MEO Remote como uma boa experiência, onde pude experienciar o lado divertido da ideia, pude aprender com os problemas e as exigências, e pude saborear o prazer do sucesso no fim, o que vai ao encontro da minha filosofia de vida, na qual o trabalho (e outras coisas na vida) é como escalar uma montanha: sempre a subir com esforço, mas chegando ao topo, somos presenteados com uma vista magnífica.
Aqui fica um vídeo demonstando a versão iPhone:
Microsoft lança StreetSlide: navegação linear e suave na rua
A Microsoft lançou o Street Slide, uma funcionalidade nova no seu serviço de mapas Bing que permite navegar na rua de uma forma mais linear, sem ter que parar em cada “bolha” panorâmica.
We present Street Slide, which combines the best aspects of the immersive nature of bubbles with the overview provided by multiperspective strip panoramas. We demonstrate a seamless transition between bubbles and multi-perspective panoramas.
Esta funcionalidade tem como base a pesquisa sobre fotografia panorâmica linear, já aqui descrita.
70 000 pessoas “tagadas” num panorama
Nada como misturar festivais, redes sociais e fotografia panorâmica.
O famoso festival Glastonbury está a promover o GlastoTag, uma acção onde os fans “tagam”-se a si próprios, isto é, indicam quem são directamente em cima de uma fotografia panorâmica feita a partir do palco, capturando assim 70 000 participantes.
A tagagem é feita com recurso ao Facebook (este site infiltra-se em todo lado..), e já conta com 7700 tags até à data desta entrada.
Caprica: exibição da série em Portugal
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A excelente série Caprica, sucessora da aclamada Battlestar Galactica (a versão recente evidentemente), vai ser exibida em Portugal pela própria Syfy (o nome antigo era SciFi), presente em Portugal desde Dezembro de 2008.
A estreia está marcada para Quarta-Feira, dia 7 de Abril, às 21h30, na posição 68 do MEO.
A Syfy apostou na qualidade de Caprica e, julgando pela publicidade que tem feito em meios de comunicação tão banais como paragens de autocarro, está confiante de que os Portugueses irão apreciar a série.
Para quem não conhece a série, conta a história da nascença dos Cylons, 58 anos antes dos eventos de Battlestar Galactica.
Esta história conta como duas famílias – os Graystone e os Adama – evoluem, rivalizam e prosperam no efervescente mundo das 12 Colónias, uma sociedade fictícia que têm infinitos pontos em comum com o panorama actual. O cenário é o de uma incipiente aparição da inteligência artificial, como uma realidade plasmada nos Cylon, máquinas perfeitas capazes de armazenar almas humanas. A série mistura acção com espionagem industrial e guerra de sexos, mas também fanatismo religioso e conflitos éticos relacionados com avanços científicos.
Novas funcionalidades do Microsoft ICE
Durante o TechFest 2010, o evento anual onde a Microsoft Research demonstra os seus projectos, foram anunciadas novas funcionalidades para o Microsoft Image Composite Editor (ICE), o programa de fotografia panorâmica, que deixará de se restringir a fotografia panorâmica.
De um modo sucinto, as novas funcionalidades são as seguintes:
- Prévisualização de um panorama através das miniaturas dos ficheiros no Windows. No explorador de ficheiros, quando têm a vista como miniatura, o Windows guarda as miniaturas (portanto versões reduzidas das fotografias) em cache o que permite um cálculo rápido do resultado expectável.

- Criaçao de panoramas através de um video. Ao invés de tirar uma sequência de fotos, o utilizador grava um vídeo que o ICE transforma em fotografia panorâmica. O ICE tem em conta a desfocagem de movimentos rápidos da máquina. Também será possível uma montagem mostrando o movimento de um objecto móvel.


O Channel9 tem um vídeo que demonstra as novas funcionalidades do ICE:
Noutras noticias, a Kolor, a criadora do Autopano, lançou finalmente o Paris 26 Gigapixels, que permite explorar Paris e muitos dos seus monumentos a partir de um miradouro.
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Este projecto foi obtido a partir de 2346 fotografias (138 colunas por 17 linhas) resultando numa imagem de 354159 x 75570 = 26,763,795,630 pixels, o que arredondado dá 27 gigapixels. É claro que o processo de aquisição de fotografias foi robótico, com recurso a 2 máquinas fotográficas montadas.
Por incrível que pareça, o maior problema neste projecto não foi computar o panorama, mas sim editá-lo no Photoshop (limitado a 300 000 x 300 000 pixeis) para remover coisas devido à privacidade e questões legais. Este projecto foi tão excepcional que a Intel fez um case study, e para computar o panorama em apenas 3h15min (!!!!!!), foi utilizado um sistema computacional com:
- 2 x Intel Xeon processors 5500 series (resultando em 24 cores)
- 6 x Intel SSD 160 GB
- 24 GB RAM
Podem ler mais no blog do projecto:
A melhor prenda de Natal que já me ofereceram
edit: a melhor prenda de natal foi a minha namorada
O dia está a chegar!
Hoje fui buscar as encadernações da minha dissertação para entregar ao júri e penso que foi a melhor prenda de Natal que alguma vez tive. É o cumular de 1 ano e meio de trabalho e de quase 20 anos de estudo e, por isso, sentir um documento destes na mão tem um significado muito especial.
Após a apresentação irei disponibilizar a versão final da dissertação.
Wish me luck!
A minha dissertação, a 10 dias da entrega
Penso que estes últimos tempos foram o período onde senti mais pressão na minha vida, período talvez apenas igualado pela época de exames do 12º ano. Durante a realização da dissertação, acabei por me habituar à situação de surgir sempre alguma coisa para fazer quando se pensa ter terminado uma tarefa, pois desde Junho que tenho pensado “para a próxima acabo finalmente” semana após semana. Vendo a demora que os meus orientadores demoram a analisar cada entrega da dissertação, capítulo a capítulo, nos últimos meses tenho ignorado tudo e mais alguma coisa para conseguir acabar a tempo, e um emprego a tempo inteiro desde Setembro não tem ajudado.
Nesta última semana, acelerei o processo de uma forma simples: não dormir. Ou quase. Tenho dormido cerca de 4 a 6 horas por noite, com o objectivo de poder dar aos meus orientadores um fim de semana e um pouco da próxima semana para darem a sua penúltima opinião acerca da dissertação, reservando o próximo fim de semana para alterações de última hora. Tem sido um período difícil para mim, tanto a nível físico como a nível pessoal, não vendo alguns amigos há muito tempo e não estar o suficiente com a minha namorada, mas acredito que o esforço valeu a pena, acabando a dissertação com uma antecipação razoável, sendo também o culminar da minha vida de estudante.
Devo dizer que realizei a minha dissertação com grande autonomia, tanto pessoal como a nível de material, e o desenvolvimento foi efectuado num portátil com já 4 anos de existência: um leitor de dvd a menos, leitor de cartões morto e a ventoinha a morrer, um ecrã meio apagado e com manchas, marcas de utilização por todo o portátil. Enfim, este portatil foi o meu companheiro durante todo o meu curso e nunca esquecerei os momentos que o tive que carregar às costas constantemente.
A apresentação será realizada até 31 de Dezembro, mas espero que me dêm umas boas férias antes! Tem-se acumulado uma quantidade incrível de séries e filmes para ver, e tenho que começar a escoar antes que os meus discos fiquem cheios.
Gostaria de pedir pedir dicas e sugestões acerca da minha dissertação, que podem descarregar no seguinte endereço: http://www.filipefreitas.net/stuff/diss.pdf .
PS – A dissertação não está verdadeiramente completa: faltam os agradecimentos e um anexo.
Pequena novidade

Uma pequena novidade!..
Na PT Inovação de Aveiro, investigo a plataforma Google Android, no departamento de Investigação Aplicada e Disseminação do Conhecimento (IAD).
Emprego já está, falta acabar a dissertação..
1º Emprego: decisões difícieis
Encontro-me novamente numa fase que apenas consigo relacionar com a escolha do agrupamento para o ensino secundário. Sou finalista em mestrado informático e está na altura de procurar emprego. Já tive várias entrevistas e propostas, no entanto, nenhuma delas aliciante ao ponto de dizer ‘sim’ na hora.
Sendo o 1º emprego, é o emprego que nos lança no mundo do trabalho, aquele que nos definirá durante anos a seguir, aquele onde aprenderemos tudo o que não aprendemos na universidade (ou seja, tudo), e deste dependerá a facilidade de procura e qualidade do emprego seguinte – o emprego mais duradouro.
Sendo uma pessoa ambiciosa e tendo alguma possibilidade de escolha, a minha grande dúvida é: que emprego me permitirá subir mais na carreira e me permitirá uma grande vida? Lógicamente, uma empresa de grande nível poderá preencher estes requisitos. Sou de Aveiro e aqui existem várias pequenas empresas que trabalham com a PT Inovação (candidatei-me também à PT Inovação e já lá tive entrevista, no entanto, não fiquei com grande esperança). Aceitar uma posição em Aveiro numa empresa pequena significaria que poderia continuar a usufruir do conforto da casa dos meus pais e assim poupar dinheiro. No entanto, que possibilidades de crescimento poderia ter num ambiente tão pequeno? Além disso, todas essas empresas apenas propõem estágios, o que significa um salário relativamente baixo e também a curto prazo (no entanto, o objectivo é sempre manter os bons profissionais).
O outro caminho a tomar, é um emprego num grande centro empresarial, como o Porto ou Lisboa, em empresas como a Novabase, o que significaria muitas mudanças e sacrifícios a níveis pessoal e financeiro, mas também uma grande experiência. Em empresas como a Novabase, teria espaço para crescimento e, sobretudo, aprendizagem, o que é fundamental para uma carreira de sucesso.
Assim, fica a escolha para os meus leitores: emprego em Lisboa/Porto, com custos financeiros e pessoais, ou emprego em Aveiro, sem custos pessoais e pouca oportunidade de crescimento?














