To PhD, or not to PhD: vale a pena tirar Doutoramento?

Posted in Presentations by FilipeFreitas on the March 31st, 2009

academic

Estou novamente em mais uma fase em que preciso de decidir o que fazer à minha vida.

A última vez que estive nesta posição foi há uns 9 anos atrás quando tive que escolher à area de estudos do Secundário. Escolher o curso não foi difícil pois já sabia o que queria, e em Aveiro (onde vivo) existia esse curso.

Agora, quase a completar o Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática, preciso de decidir se hei-de continuar a estudar, começar a trabalhar, ou ambos.

Tenho oportunidade de continuar a estudar com o Doutoramento MAPi, que é um programa doutoral em Ciências de Computação, programa conjunto das Universidades de Minho, Aveiro e Porto. Não tenho interesse especial em ser Professor Universitário, se bem que com o meu CAP (Certificado de Aptidão Pedagógica) recente, seria uma carreira ao meu alcance.

Já tive uma Bolsa de Iniciação à Investigação no IEETA que durou 6 meses, e gostei da experiência, e agrada-me a ideia de um dia ser investigador a tempo inteiro.

Existe também a questão dos salários e facilidade de procura de emprego. Qual é a diferença de salário de um Doutorado em relação a um Mestre ou Licenciado? Será que os Doutorados são procurados pelas empresas? Um estudo recente aponta para que apenas 1% ou menos dos Doutorados estão desempregados, e numa visita que fiz à Nokia Siemens Networks, o professor que nos guiou na visita afirmou que Portugal tem falta de Doutorados e que há muita investigação que se faz por cá. Gostaria muito de encontrar uma oportunidade no centro de investigação de computação móvel da Microsoft (antiga Mobicomp), em Braga, e com um Doutoramento, certamente teria boas hipóteses de a conseguir.

O Doutoramento está também em competição com outros programas de formação de empresas específicas, como a Novabase e a sua Novabase Academy. Estas formações são mais práticas e preparam os formandos para trabalharem. A Novabase já me solicitou várias vezes (em que tive que recusar devido a ainda estar a terminar o meu Mestrado), o que revela que tenho hipóteses sérias no mercado de trabalho.

A outra escolha seria tirar o Doutoramento em simultâneo com um emprego, dado que o programa de aulas do Doutoramento é de apenas 2 dias por semana. Iria portanto trabalhar 3 dias por semana numa empresa que teria que permitir a minha situação. Existem empresas assim? Será que conseguiria estudar para o Doutoramento, e ter cabeça/tempo para trabalhar também?

Esta será a grande decisão que terei que tomar rapidamente. Tenho uma votação, se quiserem dar a vossa opinião sem deixarem comentário.

Melhor opção:

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Entrevista com o fotógrafo Nuno Cardal

Posted in Photography,Presentations by FilipeFreitas on the March 16th, 2009

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Tive o prazer de realizar uma entrevista ao fotógrafo panorâmico Nuno Cardal, co-autor dos livros Portugal Panoramas, Lisboa Panoramas, Lisboa Iluminada, Porto Iluminado e Portugal Iluminado, todos da Quimera Editores, alguns dos quais já tinha falado antes na minha entrada sobre livros panorâmicos.

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O Lisboa Panoramas e o Portugal Panoramas são os primeiros (e únicos) livros de autores portugueses de que eu tenha conhecimento. Certamente poderão existir outros, que espero que os meus leitores os identifiquem com comentários.

Antes de mais, alguma informação biográfica (obtida no site da editora) sobre o Nuno Cardal.

Nascido em 1967, é licenciado em História e seguiu um percurso profissional na àrea da cultura e publicidade.
Colaborou no programa “Ponto por Ponto” da RTP, e desenvolveu a rede de vídeo-painéis de Lisboa. Como fotógrafo, além dos livros mencionados, colaborou na criação de uma enciclopédia sobre Lisboa.

Passando finalmente para a entrevista, gostaria de agradecer ao Nuno Cardal e a José Alfaro da Quimera Editores pela sua cortesia em conceder-me a entrevista.

Como começou a criar fotografias panorâmicas, e desde quando?
Penso que desde que passei a trabalhar em digital, deve ter sido em 2003.
Já era uma ideia antiga e o digital facilitou bastante. No meu primeiro livro, “Lisboa Panoramas” de 2004, já existem fotos panorâmicas.

Qual é a opinião das pessoas ao seu redor, relativamente à fotografia panorâmica?

Toda a gente gosta, pois é uma fotografia de grande impacto, em grande parte inovadora e possibilita resultados finais de grandes dimensões e pormenor.

Conseguiu influenciar positivamente alguém a criar as suas próprias fotografias?
Penso que sim, pois são várias as pessoas que me têm pedido informações.

A fotografia panorâmica, como serviço comercial, tem potencial?
Claro que sim, não contando com outros fins, já tenho vários trabalhos meus em muitas paredes particulares, e também de empresas.

Que equipamento e software usa?
A minha máquina principal é uma Canon 1Ds MarkII. Software já trabalhei com vários: Panorama Maker, PTGUI, Photoshop.

Como surgiu a ideia e possibilidade de criar um livro com este tipo de fotografia, nomeadamente os Portugal Panoramas e Lisboa Panoramas?

Pelo interesse que as fotos têm despertado, quer nos outros livros, quer em outras áreas, mas também porque permite criar algo diferente, com perspectivas novas e enquadramentos inovadores.

Existem planos para novos livros?
Sim, este ano deve sair pelo mais um livro com o mesmo formato.

Tem alguma dica, tanto a nível da fotografia em si como a nível do pós-processamento panorâmico?

Muitos trabalhos, muita experimentação, muitas asneiras e aprender com estas. Fazer o melhor trabalho possível no local da fotografia e passar menos tempo no computador.

Tem algum site ou galeria online?
Para já, só a galeria que está no site da Quimera Editores.

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