1º Emprego: decisões difícieis

Posted in News by FilipeFreitas on the July 18th, 2009

Encontro-me novamente numa fase que apenas consigo relacionar com a escolha do agrupamento para o ensino secundário. Sou finalista em mestrado informático e está na altura de procurar emprego. Já tive várias entrevistas e propostas, no entanto, nenhuma delas aliciante ao ponto de dizer ‘sim’ na hora.

Sendo o 1º emprego, é o emprego que nos lança no mundo do trabalho, aquele que nos definirá durante anos a seguir, aquele onde aprenderemos tudo o que não aprendemos na universidade (ou seja, tudo), e deste dependerá a facilidade de procura e qualidade do emprego seguinte – o emprego mais duradouro.

Sendo uma pessoa ambiciosa e tendo alguma possibilidade de escolha, a minha grande dúvida é: que emprego me permitirá subir mais na carreira e me permitirá uma grande vida? Lógicamente, uma empresa de grande nível poderá preencher estes requisitos. Sou de Aveiro e aqui existem várias pequenas empresas que trabalham com a PT Inovação (candidatei-me também à PT Inovação e já lá tive entrevista, no entanto, não fiquei com grande esperança). Aceitar uma posição em Aveiro numa empresa pequena significaria que poderia continuar a usufruir do conforto da casa dos meus pais e assim poupar dinheiro. No entanto, que possibilidades de crescimento poderia ter num ambiente tão pequeno? Além disso, todas essas empresas apenas propõem estágios, o que significa um salário relativamente baixo e também a curto prazo (no entanto, o objectivo é sempre manter os bons profissionais).

O outro caminho a tomar, é um emprego num grande centro empresarial, como o Porto ou Lisboa, em empresas como a Novabase, o que significaria muitas mudanças e sacrifícios a níveis pessoal e financeiro, mas também uma grande experiência. Em empresas como a Novabase, teria espaço para crescimento e, sobretudo, aprendizagem, o que é fundamental para uma carreira de sucesso.

Assim, fica a escolha para os meus leitores: emprego em Lisboa/Porto, com custos financeiros e pessoais, ou emprego em Aveiro, sem custos pessoais e pouca oportunidade de crescimento?

Emprego com maior potencial:

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CMU-Portugal: Economy 3.0, a minha experiência

Posted in Events by FilipeFreitas on the July 2nd, 2009

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Assisti à conferência “Economy 3.0: Reboot and Reconnect“, a primeira conferência anual da parceria entre a Universidade de Carnegie Mellon e várias universidades Portuguesas, que se realizou no Palácio da Bolsa, no Porto, no dia 22 de Junho. A conferência contou com presenças de vários ilustres como Mariano Gago e José Sócrates, assim como vários membros de universidades portuguesas e da Carnegie Mellon. O meu orientador de tese de mestrado, João Paulo Cunha (IEETA), também esteve presente no painel de oradores.

Antes de saber da conferência, já me tinha despertado o interesse para visitar o Palácio da Bolsa (panorâmicas excelentes aqui), portanto, juntei o útil ao agradável (e ao barato também, pois uma visita ao Palácio custa 3€). A existência e importância da conferência e, consequentemente, número de pessoas, permitiram que eu tivesse liberdade para tirar fotos, apesar desta acção estar proibida, segundo infografia na entraa. O Palácio da Bolsa está situado perto da zona da Ribeira do Porto, e tem um aspecto exterior imponente. Fiquei maravilhado com o seu átrio, o Pátio das Nações, tanto pela sua dimensão como pela arquitectura e decoração; é uma zona ampla de 3 andares de altura, chão está coberto de azulejos e o tecto é decorado lateralmente pelos brasões de vários países, existindo uma cúpula central que permite a iluminação natural. A escadaria, que leva os visitantes ao segundo andar, não é menos impressionante, sendo uma escadaria larga e com o tecto ornamentado com pinturas e trabalhos de escultura.

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Aquando do check-in, foi oferecida uma mala para portátil, uma tshirt, uma pendrive de 1GB, e ainda folhetos e mapas turísticos do Porto. À hora do arranque do evento, ainda não estavam muitos participantes presentes, pelo que metade devem ter chegado com a comitiva do Sócrates.

Conforme o seu título, a conferência (programa) tinha como tema a importância da investigação e desenvolvimento nas economias:

The current financial crisis has casted some doubt on the existing economic model. Rather than re-booting the system, leaders around the world must re-connect and work towards the growth of global innovation networks, capable of providing robust and sustainable solutions for our common future. In this context, information and communication technologies have no doubt an important role to play, not only because they remove both geographic and cultural barriers, but also because they are basic building blocks in the search for technical solutions that ensure a more intelligent use of the resources of our planet.

O José Marques dos Santos (reitor da Universidade do Porto) deu o discurso inicial da conferência, seguido pelo João Barros (Director do programa CMU-Portugal), Marvin Sirbu (Prof da Carnegie Mellon), Mariano Gago (Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e, finalmente, José Sócrates (Primeiro-Ministro). O Marvin demonstrou que a inovação e tecnologia desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da economia e que existe uma tendência da demografia trabalhadora para pender da produção para os serviços (tal facto é visível através da deslocalização de fábricas). O ministro Mariano Gago afirmou que Portugal está no caminho correcto no que toca à investigação, onde a média de investigadores para cada 1000 trabalhadores activos tem-se aproximado da média europeia. O primeiro-ministro José Sócrates apresentou o seu Plano Tecnológico como um pacote de medidas que permitiram a Portugal tornar-se cada vez mais numa Sociedade Informação, e até gozou que a única boa notícia que teve no dia das eleições europeias foi de que uma freguesia tinha boicotado as eleições de forma a protestar contra a falta de acesso à banda larga.

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Findo o discurso do Sócrates, seguiram-se apresentações flash dos papers da parte dos alunos do programa CMU, com a audiência a apenas uma fracção da audiência do discurso do Sócrates. Penso que tal situação se deva à natureza mais política e menos científica da audiência, ou talvez à fuga antecipada para o almoço. As apresentações foram feitas inglês, e devo dizer que o inglês dos estudantes não é equivalente à qualidade da sua investigação, pois o inglês que ouvi é simplesmente horrível.

Para o almoço, eu e os meus colegas, sem conhecer o Porto, dirigimo-nos à Ribeira para procurar um restaurante onde pudéssemos comer uma refeição aceitável, tentando fugir do MacDonalds de São Bento. Por incrível que pareça, não encontrámos um restaurante que fizesse francesinhas ou a feijoada à moda do Porto, gastronomias figurantes do roteiro gastronómico oferecido na conferência.

Após o almoço, voltámos para o Palácio da Bolsa para as sessões da tarde, existindo várias sessões a decorrerem em paralelo. Escolhi a sessão de “Software Engineering for Large-Scale Dependable Systems”, que contava com oradores da Novabase, Critical Systems, PT- Sistemas de Informação, entre outros, contando aprender algo sobre sistemas operativos de tempo-real ou algo do género. Nesta sessão, levantou-se uma questão interessante sobre a programação: “Como conseguir medir a qualidade de código?”. Infelizmente, a sessão não atingiu as minhas expectativas, então fui assistir ao fim da sessão “Cyber-physical systems for ambient intelligence”, dos quais o meu orientador de tese de mestrado João Paulo Cunha fazia parte do painel de oradores, que apresentou o Vital Jacket, uma tecnologia de monitorização de sinais vitais embutida numa tshirt.

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Não assisti ao resto da conferência (apenas restava uma breve discussão) pois tinha planeado efectuar um pequeno passeio por alguns monumentos do Porto. Mesmo ao lado do Palácio da Bolsa, situa-se a Igreja de São Francisco, supostamente magnífica. Digo supostamente pois a entrada custa 3.5€, uma tentativa legal de roubo, ou será que me confundiram com um turista? Sendo Português, penso que tenho direito a apreciar o património que pertence a todos nós.

Visitei novamente a Ribeira e subi para visitar a Sé do Porto. Tinha visto pelo mapa uns atalhos para não ter que subir a avenida toda até S. Bento, no entanto, mudei de ideias pelo aspecto das pessoas que passavam por essas ruelas. Chegado à Sé, fui abordado por um pedinte, também de aspecto duvidoso, que me perguntou se falava português. Respondi que não, na esperança que me deixasse em paz, no entanto, o inglês dele era impressionante, talvez melhor que o meu (deve ser da experiência de extorquir turistas).

Dirigi-me para a ponte D. Luís, que se revelou ser o ponto mais alto do meu dia (tanto intelectual como literalmente) pois, além da vista impressionante para o rio e Ribeira, a sensação de vertigem era agradavelmente significativa. A ponte D. Luís está aberta a peões e metro. Através da ponte, fui até ao Mosteiro da Serra do Pilar, onde fui presenteado por uma vista soberba do rio e da cidade do Porto.

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Finalmente, apanhei o comboio de volta para Aveiro na estação General Torres. Ao todo andei 4 quilómetros a pé, e custou um pouco, mesmo para quem corre 3 quilómetros por dia (eu).

O balanço do dia foi positivo, pois reencontrei por surpresa alguns colegas da Universidade que já não via há algum tempo, contactei com pessoas ilustres (já tenho uma bela lista dos que já conheci), e explorei mais um pouco da cidade do Porto.

Gostaria de sugerir a visualização da  galeria de fotos do evento.

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