A melhor prenda de Natal que já me ofereceram
edit: a melhor prenda de natal foi a minha namorada
O dia está a chegar!
Hoje fui buscar as encadernações da minha dissertação para entregar ao júri e penso que foi a melhor prenda de Natal que alguma vez tive. É o cumular de 1 ano e meio de trabalho e de quase 20 anos de estudo e, por isso, sentir um documento destes na mão tem um significado muito especial.
Após a apresentação irei disponibilizar a versão final da dissertação.
Wish me luck!
Photosynth do Sapo Codebits 2009
![]()
Infelizmente, durante todo o evento nunca pensei sequer no Photosynth, mas descarreguei todas as fotos relacionadas com o Sapo Codebits 2009 do Flickr e criei um synth com cerca de 300 fotos (ficou apenas 10% synthy).
As zonas não ficaram todas interligadas, portanto é necessário navegar manualmente entre elas, com o botão Images:

E agora o synth:
Sapo Codebits 2009: a minha experiência
![]()
Tive a sorte de ter sido seleccionado para participar na edição deste ano do Sapo Codebits com a minha equipa de trabalho na PT Inovação, e foi uma experiência memóravel.
Para descrever o Codebits em poucas palavras, nunca tinha visto um evento com um ambiente tão informal e tão adequado à criatividade e, por o mais incrÃvel que pareça, foi totalmente gratuito.
É incrÃvel como conseguiram transformar um local vazio e inóspito que era a Cordoaria Nacional (uma antiga fábrica de cordas) para um lugar tão acolhedor e cheio de cor. O cenário tinha o tom verde, a lembrar o logótipo do Sapo, e existiam vários feixes de luz a “pintar” as paredes. Logo à entrada estava uma espécie de painel com cubos em decalque, onde em cada um deles estava projectado o avatar de algum participante. Outro padrão deste painel era o de um gradiente verde em movimento.
Os palcos onde eram realizadas as sessões consistiam em alguns sofás confortáveis, rodeados de pufs (bean bags) coloridos. Os participantes estavam instalados em mesas redondas, ideais para trabalho em equipa, existindo um flip chart para expor visualmente as ideias. Existiam inúmeras casas de banho, que se mantiveram limpas durante todo o evento, com o único senão se situarem no exterior do edifÃcio, portanto tÃnhamos que enfrentar o frio com coragem. Para os participantes desanuviarem, existiam várias Xbox’s e também uma velha máquina arcade, para matar saudades.
Existiam menos exposições do que estava à espera, mas eram exposições que valiam a pena: PT Inovação com a televisão 3D e ligação Android com Legos; Microsoft com a sua mesa táctil Surface; Caixa Mágica com o linux no Magalhães, e a Sapo com conteúdos interessantes. Seguem descrições baseadas pelo que vi, podendo, por isso estar enganado. As televisões 3D da PT Inovação existiam em duas variantes: com e sem necessidade de óculos. Na minha impressão empÃrica, a variante com óculos apresentava, numa televisão normal, duas imagens deslocadas uma da outra as quais os olhos e os óculos sincronizavam, dando o efeito 3D.
A variante sem óculos era uma televisão especial que não tinha os pÃxels do ecrã dispostos de uma forma lisa como em ecrãs normais, mas sim em decalque. É esta disposição que cria o efeito 3D pois o ângulo de visão destes pÃxeis cria imagens diferentes.
A ligação de dispositivos móveis Android com Legos também foi curiosa (sou culpado nesta área pois ajudei a criar o software no Android) pois demonstra que a tecnologia é cada vez mais ubÃqua e interligada em todo o tipo de áreas, dando apenas a imaginar as criações possÃveis. O Sapo Tek tem uma notÃcia acerca da exposição da PT Inovação. Fiquei um pouco desiludido com a Microsoft Surface pois, na minha opinião, possui baixa resolução e a sua execução é lenta. Porém, o conceito é muito interessante pois vi várias vezes participantes a jogarem xadrez, o que é uma demonstração que este tipo de tecnologia permite maior interacção entre humanos na utilização de novas tecnologias.
Muitas sessões não tinham interesse para mim e em outras fiquei desiludido, no entanto, tive bastante prazer nas seguintes: “Optional is required” de Brian Suda, “The Hackerspace Movement” de Mitch Altman, e “Phonegap: Mobile App Developer Zero to Hero” de Brian Leroux. O Brian Suda mostrou-nos que de coisas muito banais podem sair coisas muito criativas, e que apenas temos que abrir a mente para tal. O Mitch Altman incentivou-nos a sermos activos e criativos perante a vida, e que não conseguimos nada se estivermos parados. Falou um pouco da sua vida e de como as viagens têm inspirado muitas pessoas pelo que mundo fora que, por sua vez, criam clubes para dar asas à imaginação. Por incrÃvel que pareça, o Mitch tem ganho a sua vida através da venda dos kits de montagem de um comando universal que desliga televisões (TV B-Gone). Foi uma personagem que admirei muito, pois era a mistura de um hippie (no bom sentido, apesar de ter metade do cabelo vermelho) com um engenheiro, e a sua força positiva durante as suas sessões era muito agradável. O Brian Leroux apresentou o Phonegap, um projecto que pretende unificar o desenvolvimento de aplicações móveis dos vários sistemas operativos e os resultados que apresentou eram impressionantes. Gostei muito do seu à -vontade a falar, permitindo-se mesmo de dizer e ter palavrões na apresentação. Pode-se dizer que não é nenhum fã do Windows Mobile.
Tanta coisa para ver dava fome, e a organização teve isso em conta, dispondo frigorÃficos carregados com Red Bull e cestas de maçãs pelo recinto. Na zona das refeições tÃnhamos iogurtes lÃquidos, bananas, chocolates Mars e M&M’s, barras de cereais, e leites com chocolate. As refeições consistiam em pizza e saladas, pizzas e saladas, e ainda pizzas e saladas, e devo dizer que era bastante bom. Que outro evento oferece tanta pizza? Esta zona servia também de zona de descanso, existindo redes penduradas onde nos podÃamos deitar e dormir. Ou então juntávamos pufs e dormÃamos junto à s nossas mesas de trabalho.
Tivémos o privilégio de ter um concerto dos Pornophonique, escolha acertada pela organização. Os Pornophonique são um grupo alemão de 2 elementos: um que toca guitarra (ou baixo, nunca soube a diferença) e outro que toca..Gameboy. Através dos sons caracterÃsticos dos jogos de Gameboy, juntamente com a guitarra, eles conseguiram produzir música surpreendemente agradável.
As últimas horas do evento estavam reservadas para a competição de projectos desenvolvidos em 24 horas. Infelizmente, não consegui encontrar parceiro portanto tive que participar sozinho, o que não foi nada fácil, além de ter que batalhar o sono. Criei um jogo semelhante ao da apanha, onde um ou vários jogadores (Cobra) têm que apanhar o Sapão. Cada jogador joga num dispositivo Android e o jogo é em tempo real e colaborativo. A localização é obtida através de um pedómetro criado a partir dos sensores do dispositivo Android. Apesar de sozinho e com muita coisa por aprender, consegui criar o jogo, apesar de ter ficado com alguns problemas. A minha apresentação perante 200 pessoas não foi conseguida pois tive problemas de bateria (o portátil desligou-se pouco antes de ser a minha vez), e problemas com o projector (portáteis Acer e projectores não combinam bem), e assim perdi segundos preciosos dos 90 segundos disponÃveis. Devido à minha desconcentração resultante, tive dificuldade em começar a falar e não consegui transmitir o meu projecto ao público. Apercebi-me que falar para 10 pessoas ou 200 é a mesma coisa, pois acabamos por nos abstrair do número de pessoas no público. Apesar de me sentir desiludido com o projecto, sinto-me orgulhoso do que alcançei e penso que toda a situação foi uma boa experiência de aprendizagem.
Foram apresentados cerca de 90 projectos, todos criativos e interessantes, como um jogo em XNA onde o objectivo era roubar pufs à organização, criação de imagens tipo ASCII com avatares, um jogo criado a partir de desenhos em folhas A4, etc. Os projectos vencedores foram escolhidos conforme os votos do público, com alguma supervisão de um júri.
Como demonstração do elevado sentido de humor e informalidade do evento, tivemos direito a Rickroll recorde em Portugal por parte da organização, que nos chamou ao palco principal com o pretexto de uma surpresa. Uma observação que fiz foi que antes do vÃdeo, o Celso Martinho fugiu do palco a correr, talvez com medo de represálias.
Talvez no sentido de terem menos coisa para arrumar, durante o evento, a organização foi premiando pufs aos participantes e conseguir ganhar um, não tendo vindo para casa de mãos vazias. Os projectos vencedores também ganharam pufs, além dos fantásticos prémios: Macbooks, livros O’Reilly, iPods, arduinos, teclados, etc. Dada a simplicidade dos projectos, foram prémios muito bons.
Assim, penso que o Sapo Codebits foi um grande sucesso, um evento muito interessante, uma grande experiência para alargar a mente e um bom momento de aprendizagem, tanto pessoal, como criativamente, espero poder repetir a experiência para o próximo ano. Sugiro que visitem a minha galeria de fotos deste evento: http://filipefreitas.net/gallery/v/09-12-03_09-12-05_sapo_codebits2009/, especialmente a galeria de flipcharts interessantes no fim.
As sessões foram filmadas e podem vê-las no site do evento. Acabo o relato com ligações a relatos de outros participantes: Isa Costa, João Azevedo, Carlos Martins, Rosana Couceiro, Nuno Cruz, Tiago Boldt, Carlos Rodrigues, Lenz Grimmer (orador), Josette Garcia (vendedora de livros muito simpática), Robert Nyman (orador), e Celso Martinho (organizador).











